segunda-feira, 22 de maio de 2006

Estratégias que o RH pode adotar para não perder o jogo

Até o futebol virou tema da área de recursos humanos. Com a aproximação da Copa do Mundo de Futebol, várias empresas estudam como irão proceder nos dias em que houver jogos da seleção brasileira durante o horário de expediente.
Entre as dúvidas que envolvem o tema, destacam-se as medidas a serem adotadas para atender aos interesses tanto de funcionários quanto de empregadores, sem prejudicar nenhum dos lados.
Em uma primeira análise, impedir as pessoas de assistirem aos jogos não é a solução mais adequada, por se tratar de um evento de comoção nacional.
Para administrar esse "meio-de-campo", o advogado Marcus Vinicius Mingrone, do escritório Leite, Tosto e Barros Advogados, destaca algumas alternativas:
1) Dispensar os trabalhadores para acompanhar os jogos, com posterior desconto de horas no cálculo da remuneração final;
2) Empregadores e funcionários podem firmar um acordo instituindo o regime de compensação de jornada, exclusivo para os dias de jogos. Deste modo, o período de permanência dos empregados fora do trabalho será compensado nos dias seguintes. Por exemplo, se o funcionário for liberado 3h antes do fim do expediente para acompanhar o jogo, esse tempo será acrescentado na jornada de outros dias, sempre da mesma semana (1 hora a mais durante 3 dias; ou 2h a mais em um dia e 1 em outro, para não exceder a jornada máxima diária de 10h);
3) Alguns jogos da seleção brasileira acontecerão às 13h. Nessas ocasiões, não é recomendável, nem se justifica, a liberação dos trabalhadores do restante do dia. Assim, é possível e aconselhável que as partes concordem em estabelecer o início da hora de almoço no começo da partida e o retorno após seu término. Dessa maneira, os trabalhadores irão usufruir de 2 horas de almoço -- e o excedente ao período contratualmente destinado à refeição e descanso pode ser compensado em outro dia;
4) Outro ponto a ser analisado é se a empresa vai instalar telões para os empregados assistirem aos jogos nas dependências da própria companhia, ou se vai liberá-los para assistir fora. Vale destacar que a instalação de telões (ou similares) pode ou não forçar a empresa a computar e remunerar a pausa dos funcionários, conforme estabelecido entre as partes e levando-se em conta se os empregados serão obrigados a permanecer na empresa ou se eles terão outra opção;
Obs: Se as atividades desenvolvidas pelas empresas não permitirem a liberação dos trabalhadores 2 horas mais cedo (nos dias em que os jogos da seleção ocorrerem a partir das 16h), a permanência dos funcionários na empresa será obrigatória -- fato que forçará a empresa a remunerá-los normalmente, uma vez que estarão 'à sua disposição'.No entanto, as empresas que disponibilizarem os recursos (telões) e deixarem os funcionários livres para acompanhar os jogos, não serão obrigadas a remunerar o período de paralisação, notadamente porque os trabalhadores terão a liberdade de lá permanecer ou não.
Além disso, as empresas devem prestar atenção em alguns inconvenientes decorrentes dessa liberação, como:- a possibilidade de os funcionários voltarem 'alegres' ou totalmente embriagados, prejudicando a produtividade do restante do dia;- a possibilidade de os trabalhadores serem vítimas antes, durante ou depois dos jogos, de acidentes que, aos olhos da Lei 8.213/91 serão considerados acidentes de trabalho;
Por isso, seria conveniente que as empresas elaborassem e distribuíssem, antes da Copa, um informativo com os procedimentos a serem adotados pela empresa e pelos funcionários nos dias de jogos da seleção.
Assim, os trabalhadores que descumprirem o estabelecido, sobretudo aqueles que fizerem uso de bebidas alcoólicas, poderão ser impedidos de retornar ao trabalho, arcando com as conseqüências de praxe (desconto das horas não-trabalhadas, inclusive para efeito de DSR), sem prejuízo da aplicação das sanções administrativas cabíveis.
Para as empresas que não possuem a condição de parar total ou parcialmente suas atividades, há a possibilidade de instituir um regime de escala ou rodízio, de forma a permitir aos trabalhadores assistirem, se não todos, ao menos a alguns jogos da seleção brasileira. Vale ressaltar que as escalas deverão ser feitas de forma equilibrada, sem beneficiar alguns em detrimento de outros.
Esses esforços, se bem trabalhados pelo setor de Recursos Humanos, podem repercutir de maneira favorável à imagem da empresa, além de servir como ferramenta de motivação dos funcionários e contribuir para tornar o ambiente de trabalho mais agradável -- e alegre, claro.
22/05/2006 - Revista Melhor

quinta-feira, 9 de março de 2006

Saiba quais são as empresas campeãs de processos trabalhistas

O INSS está liderando o ranking de empresas privadas e órgãos públicos com maior número de processos no Tribunal Superior do Trabalho (TST). No último levantamento realizado pelo TST, apurou-se que o órgão está em primeiro lugar, com 4.345 processos nos quais figura como parte, seguido do Banco Santander Meridional, com 4.253.
Na série de levantamentos realizados pelo TST desde 2003, essa é a primeira vez em que o Banco do Brasil não aparece na liderança. Com 3,4 mil processos em que é parte do litígio, o BB está, agora, em terceiro lugar.
O presidente do TST, ministro Vantuil Abdala, atribui a liderança do INSS no ranking a vários fatores, entre os quais o credenciamento abusivo de advogados privados para atuar em processos do INSS. O procedimento foi autorizado pela Lei 6.539/78 devido ao pequeno número de procuradores para representar os interesses da autarquia.
Porém, na avaliação do presidente do TST, os abusos aumentaram porque, do ponto de vista de remuneração, passou a ser vantajoso recorrer contra decisões com nenhuma chance de êxito ou de valores insignificantes. A redução de processos do Banco do Brasil - de 8.572, em 2004, para 4.345 - é apontada como um dos efeitos positivos da publicação da lista.
A Caixa Econômica Federal (CEF) que figurava em 6.567 processos em tramitação no TST, no levantamento de 2004, tem, agora, 2.297, resultado de iniciativas adotadas pelo setor jurídico para solucionar os litígios trabalhistas que estavam pendentes no TST.
Em setembro de 2004, depois da divulgação do ranking em que aparecia em quarto lugar, a CEF anunciou a decisão de desistir de mais de 700 recursos que tramitavam no Tribunal Superior do Trabalho referentes a processos nos quais foi condenada, como responsável subsidiária, a assumir obrigações trabalhistas que não foram pagas por prestadores de serviços terceirizados. As informações são do site TST/DF.
Veja a lista:
1º Instituto Nacional do Seguro Social - INSS 4.345
2º Banco Santander Meridional S.A. 4.253
3º Banco do Brasil S.A. 3.400
4º Banco Itaú S.A. 2.523
5º Caixa Econômica Federal - CEF 2.297
6º Brasil Telecom S.A 1.939
7º Fiat Automóveis S.A. 1.900
8º Companhia Estadual de Energia Elétrica - CEEE 1.243
9º Rede Ferroviária Federal S.A. - RFFSA 1.108
10º Telemar Norte Leste S.A. 1.064
11º Petróleo Brasileiro S.A. - PETROBRÁS 1.053
12º UNIBANCO - União de Bancos Brasileiros S.A. 1.014
13º Banco ABN Amro Real S.A. 859
14º Companhia Vale do Rio Doce - 826
15º Ferrovia Centro Atlântica S.A. 702
16º Estado de Roraima 659
17º Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. - BANRISUL 624
18º Companhia Rio-grandense de Saneamento - CORSAN 619
19º Banco Bradesco S.A. 607
20º ALL - América Latina Logística do Brasil S.A. 597
21º Ministério Público do Trabalho da 4ª Região 591
22º Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT 518
23º Telecomunicações de São Paulo S.A. - TELESP 498
24º Ministério Público do Trabalho da 2ª Região 466
25º Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A. 456
26º Fundação dos Economiários Federais - FUNCEF 453
27º Município de Fortaleza 360
28º FERROBAN - Ferrovias Bandeirantes S.A 349
29º Ministério Público do Trabalho da 1ª Região 330
30º Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Apart-Hotéis, Motéis, Flats, Pensões, Hospedarias, Pousadas, Restaurantes, Churrascarias, Cantinas, Pizzarias, Bares, Lanchonetes, Sorveterias, Confeitarias, Docerias, Buffet, Fast-Foods e Assemelhados de São Paulo e Região 329
31º Fundação Petrobrás de Seguridade Social - PETROS 327
32º HSBC Bank Brasil S.A. - Banco Múltiplo 307
33º União Federal 304
34º Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A. - EMBASA 304
35º Companhia Paranaense de Energia - COPEL 304
36º Itaipu Binacional 299
37º Companhia Brasileira de Distribuição 270
38º Estado do Amazonas - Secretaria de Estado da Educação e Qualidade de Ensino - SEDUC 262
39º Departamento de Águas e Energia Elétrica - DAEE 259
40º Estado do Rio Grande do Sul 245
41º Teksid do Brasil Ltda. 242
42º BANESTES S.A - Banco do Estado do Espírito Santo 222
43º MRS Logística 215
44º Fundação Banrisul de Seguridade Social 214
45º Município de Pelotas 212
46º Usina São Martinho S.A. 208
47º Companhia Siderúrgica Paulista - COSIPA 206
48º Companhia de Saneamento do Paraná - SANEPAR 195
49º Banco da Amazônia S.A. - BASA 190
50º Sonae Distribuição Brasil S.A. 188
51º Rio Grande Energia S.A 187
52º Fundação Vale do Rio Doce de Seguridade Social - VALIA 180
53º Caixa de Previdência e Assistência aos Funcionários do Banco da Amazônia S.A. - CAPAF 174
54º Companhia Energética de Minas Gerais - CEMIG 172
55º Aracruz Celulose S.A. 172
56º Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira 170
57º Philip Morris Brasil S.A. 161
58º Serviço Federal de Processamento de Dados - SERPRO 158
59º Companhia Siderúrgica de Tubarão - CST 155
60º Chocolates Garoto S.A. 152
61º Companhia Paulista de Trens Metropolitanos - CPTM 146
62º Ministério Público do Trabalho da 17ª Região 146
63º Fundação Universidade Federal do Piauí 145
64º Telecomunicações do Paraná S.A. - TELEPAR 144
65º Volkswagen do Brasil Ltda. 141

09/03/2006 - Tribuna da Imprensa

domingo, 26 de fevereiro de 2006

Durante entrevista, a primeira impressão pode enganar você!

Você já deve ter ouvido a frase: "A primeira impressão é a que fica". O importante, no entanto, é ter consciência de que nem sempre ela lhe dará a sinalização correta sobre o melhor caminho a tomar, principalmente no campo profissional. Rotina leva ao imediatismo Nos dias atuais, é bastante comum a necessidade de se resolver tudo muito rápido. Os prazos são cada vez mais curtos e o trabalho se acumula na sua mesa. Em casa ou no trabalho, a rotina se repete. Alternando rapidamente os canais de TV, você observa o que lhe interessa ou não em poucos segundos. No mundo da internet, consegue identificar os assuntos que lhe despertam a atenção em pouquíssimo tempo de visita a um site. E outros muitos exemplos existem, é só observar o seu dia-a-dia. Mas será que dá certo encarar dessa forma também as relações humanas? Será que um selecionador pode julgar se um candidato se enquadra ou não à sua vaga nos primeiros minutos da entrevista? E o candidato, consegue mesmo avaliar rapidamente se a empresa lhe interessa? Dê mais tempo à sua observação Não há como negar que durante uma entrevista é preciso que tanto o candidato quanto o selecionador estejam abertos à observação, visando "perceber" e "identificar" tudo aquilo que lhes levará à decisão. De um lado, a aparência do candidato, a postura e a segurança ao se expressar causam impacto (positivo ou negativo) e são motivo suficiente para caprichar muito neste quesito! Já do outro, uma empresa bem estruturada dá ao candidato a certeza de estar no lugar certo. Mas... é preciso lembrar que isso tudo não basta. O ideal é somar esta "percepção aguçada" a outros fatores, que aparecerão com o tempo: o selecionador deve ouvir o candidato, de forma imparcial, coletando o maior número possível de informações que lhe fornecerão elementos valiosos para a decisão final. Já o candidato deve se sentir à vontade para esclarecer suas dúvidas, obter maiores informações sobre a vaga e apurar dados que lhe façam sentir maior segurança para dar novo passo na carreira. O ponto é: a primeira impressão geralmente fica, e empolga, tanto positiva como negativamente. Mas nem sempre ela é a correta. Portanto, fique atento!
Info Money

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

Abram o olho!!!

Distribuir panfletos pode gerar vínculo empregatício - 14/02/2006 - Folha de SP

Em decisão recente, a 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo definiu como relação de emprego a situação de um trabalhador que distribuía panfletos, porque a prestação de serviços era habitual, subordinada e remunerada. “Na verdade, o Tribunal assim decidiu porque o trabalhador comprovou que cumpria com todos os requisitos previstos em lei para caracterizar vínculo empregatício”, afirma Crislaine Simões, advogada trabalhista da Innocenti Advogados Associados.
Ela enumera quais requisitos caracterizam o vínculo empregatício e que também embasaram a decisão do TRT:
-Ser pessoa física
-Trabalhar com habitualidade
-Trabalhar para uma pessoa jurídica
-Receber salários e depender economicamente do empregador
-Receber ordens
-Não poder se fazer substituir
A advogada observa que existem outros indícios que podem caracterizar o vínculo empregatício como a fiscalização do horário de trabalho, a necessidade de dar satisfação em caso de falta ou se chegar atrasado, a exclusividade para uma única empresa ou a realização da atividade-fim da empresa.
Ainda sobre a decisão do TRT, Crislaine comenta que ela é um tanto quanto incomum, porque no geral os entregadores de panfleto recebem por dia trabalhado e não têm necessidade de cumprimento de horário, por não ter ninguém fiscalizando.
Ela pondera que o fato de a empresa que está fazendo a propaganda indicar os pontos nos quais entende serem os melhores para a captação de clientes não configuraria vínculo empregatício.
“Mas, se o trabalhador deixa de ir e não pode indicar alguém que o substitua, o trabalho passa a ser pessoal porque exige a sua presença física. Logo, ele é empregado”, finaliza a advogada.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

Quanto menor na hierarquia, maior o estresse !!!

O estresse no ambiente de trabalho é um importante fator no desenvolvimento de doenças do coração e diabete, segundo pesquisadores britânicos. Já há muito tempo se conhece a relação entre o estresse e problemas de saúde, mas o estudo publicado nesta sexta-feira pela revista acadêmica British Medical Journal identificou pela primeira vez este processo biológico. Os pesquisadores estudaram os históricos de saúde de 10 mil funcionários públicos britânicos e descobriram uma relação entre o estresse e a síndrome metabólica, uma condição que se manifesta, entre outras coisas, pela obesidade e a pressão alta.
"Funcionários com estresse de trabalho crônico têm mais do que o dobro de chances de ter a síndrome do que os que não têm este estresse, levando em conta outros fatores de risco", disse a líder da pesquisa, Tarani Chandola, da University College, de Londres, que liderou os trabalhos.
"O estudo fornece evidência para a plausibilidade biológica dos mecanismos de estresse psicossocial, ligando fatores estressantes do dia-a-dia com doenças cardíacas".
VariáveisDurante o estudo, desenvolvido entre 1985 e 1999, os níveis de estresse relacionados ao trabalho dos participantes foram medidos quatro vezes. Os pesquisadores também avaliaram os diferentes aspectos da síndrome metabólica, que designa uma série de fatores que causam doenças cardíacas e diabetes, como a alta pressão sangüínea e colesterol elevado, entre 1997 e 1999.
Variáveis como classe social, fumo, consumo de bebidas alcoólicas e falta de exercício foram levados em consideração. A conclusão foi de que, quanto mais estresse as pessoas tinham no trabalho, maior era a probabilidade de elas apresentarem sintomas da síndrome metabólica.
Uma das possíveis explicações para isso, segundo os autores do estudo, é que a exposição prolongada ao estresse no trabalho afeta o sistema nervoso da pessoal. Eles também sugerem que o estresse crônico pode reduzir a resistência biológica do trabalhador, afetando seu equilíbrio fisiológico.
O estudo também conclui que funcionários que têm cargos inferiores na hierarquia estão mais sujeitos a apresentar a síndrome metabólica, confirmando teorias de que o status social de uma pessoa está ligado à condição.
23/01/2006 - Terra

quinta-feira, 19 de janeiro de 2006

Empresa é condenada por obrigar funcionária a se fantasiar em campanha motivacional

A BrasilCenter Comunicações foi condenada a pagar uma indenização de R$ 20 mil a uma ex-funcionária, por danos morais. Uma ex-funcionária alega que foi submetida a humilhações no trabalho, sendo obrigada a se fantasiar nas campanhas promocionais da empresa.
Embora na defesa da BrasilCenter haja a negação deste caráter impositivo, as testemunhas ouvidas no processo demonstraram a compulsoriedade na utilização das fantasias e que a ex-funcionária sentia-se ultrajada com tais procedimentos. "Esta prática, embora tenha um intuito motivacional, era presenciada por terceiros e gerava constrangimento. A subordinação jurídica caracterizadora do contrato de emprego não chancela tal prática", comenta o advogado Márcio Henrique Manoel, do escritório Portugal & Rebehy Advogados Associados, responsável pelo caso.
O valor estipulado pela juíza do trabalho substituta Márcia Cristina Sampaio Mendes funciona como um desestimulante ao prosseguimento desta prática e como reparador do dano sofrido. Esta decisão é definitiva e não cabe mais recurso.
19/01/2006 - Maxpress

quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

“Funcionário-empresa” é cada vez mais comum

Olha aí pessoal, vamos ficar ligado nas tendências....
É cada vez maior o número de funcionários contratados como “pessoas jurídicas”. Essa tendência, que se verifica principalmente no preenchimento de cargos executivos, é apontada pela consultoria Produtive, de Porto Alegre, especializada em recolocação profissional e planejamento de carreira. Nesse sistema, o funcionário respeita horários e compromissos tal como se estivesse contratado com carteira assinada. Formalmente, porém, ele é uma empresa – devidamente registrada na Junta Comercial – que apenas presta serviços ao “empregador”. Essa prática predomina entre as companhias de médio porte, para as quais os custos dos encargos na contratação de executivos é muito alto. "É uma opção para viabilizar financeiramente o acordo", explica Rafael Souto, diretor da Produtive. No último ano, o percentual de executivos atendidos pela Produtive que foram contratados como pessoa jurídica chegou a quase 30%. Em 2006, deve atingir 35%, prevê Souto. Segundo ele, os profissionais aceitam essa forma de relação com o empregador em troca de um salário líquido geralmente mais alto. O problema é que, nesse caso, a companhia fica exposta a processos trabalhistas. "É por isso que as multinacionais, por exemplo, evitam esse tipo de contrato", ressalta ele. Já o funcionário fica sem direito a rescisão e previdência social, e tem de administrar com mais cuidado o seu salário, providenciando por conta própria a aposentadoria. Para Souto, as leis do setor trabalhista precisam ser mais flexíveis. "A lei atual trata o executivo e o operário da mesma forma. É preciso encontrar as proteções adequadas para cada caso", defende.
18.01.06 [13:07] - administradores.com.br

segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

Gestão estratégica de RH

Gerir ume empresa sem uma Gestão Estratégica para a Área de Recursos Humanos é condenar o seu maior patrimônio, o empregado, ao martírio, comprometendo fortemente a sua sobrevivência e competitividade. O problema já tem início no processo de contratação. A falta de um Plano de Cargos e Salários dá início a um enorme desastre. Não se consegue definir com clareza e coerência o perfil do profissional a ser contratado e nem ao menos seu salário. O profissional encarregado do processo de contratação, sem parâmetros e critérios claros e bem definidos, desconhecedor das ferramentas e técnicas características de um bom processo de Recrutamento e Seleção, conduz a tarefa de maneira amadorística e aleatória, muitas das vezes faltando ética e respeito com o candidato que pleiteia a vaga. O resultado é a contratação de um profissional com um perfil não adequado e com um salário incompatível para a função. O efeito deletério tem reflexos imediatos logo após o primeiro dia de trabalho do novo empregado. O problema já está criado! E aí começa o calvário laborativo deste infeliz, agora membro do proletariado. Mal acaba de passar pelos portões de entrada da fábrica e já carrega nos ombros a sua cruz, sem ao menos saber como "bater o cartão" ou mesmo chegar ao posto de trabalho. E vem, logo em seguida, fortes cobranças para conseguir produtividade. Programa de Integração do Novo Empregado é um nome estranho, nunca por ali se ouviu falar deste negócio E lá está ele um pouco orgulhoso, mas sobretudo, muito temeroso, carregando no peito um crachá. O problema é como fazer para executar o seu trabalho. Vontade tem muita, mas não foi treinado. Treinamento e Desenvolvimento é sinal de perda de tempo, o negócio é mesmo produtividade. Antes que tenha tempo de começar a se acostumar, lá vêm novas tecnologias e ele que se vire para assimilar. O tempo vai passando e o nosso protagonista não tem a mínima noção de como está sendo visto o seu trabalho. Ás vezes leva umas broncas meio desaforadas do chefe, mas feedback mesmo (palavra estranha neste meio...), nenhum. Avaliação de Desempenho confunde-se com porrada e por ali também nunca se ouviu falar, e muito menos se ouviu falar sobre progresso profissional. Plano de Carreira na sua cabeça lembra as carreiras que ganhava quando criança, ao roubar frutas no quintal do vizinho. Como dizia Cazuza, o tempo não pára e apesar das dificuldades, com muito suor e lágrimas, o resultado do trabalho começa a prosperar, sua produtividade começa a aumentar. Quem sabe, com um pouquinho de reconhecimento seu rendimento pudesse também aumentar?! Surge outro termo estranho no pedaço: Programa de Participação nos Resultados. Este também é novidade! Será que esse programa é coisa do Faustão ou do Gugu Liberato? Pois bem, um belo dia fica doente e não pode trabalhar! Vai bater na porta do SUS e leva um susto com a fila enorme que tem de enfrentar. Em frente, uma clínica "chic", onde vê alguns companheiros de outra empresa uniformizados sendo prontamente atendidos e retornando para casa. Alguém à sua frente, na fila interminável que agora tem que enfrentar, lhe diz que este privilégio faz parte do Programa de Benefícios que algumas empresas disponibilizam para seus empregados. E na sua cabeça, já meio zonza, não entende que diabo é isto, e fica confabulando como fazer para participar deste outro programa. Depois de alguns dias, este nosso mártir, se assim o podemos chamar, retorna ao trabalho, ainda meio estropiado pela enfermidade que teve que enfrentar, e o guarda no portão da fábrica já não o deixa entrar. Diz que foi demitido por "justa causa" por faltar ao trabalho! Serviço Social, Programa de Relações Trabalhistas são entidades estranhas e desconhecidas neste mundo-cão onde foi parar. Organizações inteligentes são as que valorizam seus empregados. Empregado satisfeito e bem amparado é empregado que produz bem e gera lucratividade. Entender isto e colocar em prática é sinal de profissionalismo, maturidade e garantia de sobrevivência e competitividade. Rememorando o Professor Falconi, a tão decantada estabilidade no emprego não deveria ser meta dos sindicatos, mas sim do empresariado. Até quando vamos continuar fazendo de mártir nossos empregados?

http://www.administradores.com.br/conteudo.jsp?pagina=noticias_corpo&idNoticia=6018&idCategoria=11

sexta-feira, 13 de janeiro de 2006

O Peso do QI na Recolocação Profissional

Segue mais o texto do saudoso mestre Tom Coelho...

“Você é quem você conhece, não o que você faz.”
(Azalba)


Já engordei as estatísticas do desemprego há alguns anos. Eram tempos em que atuava como executivo, ocasião na qual conheci o trabalho das empresas de recolocação profissional, o chamado outplacement.
Foi quando aprendi a preencher adequadamente um currículo, além de ser orientado sobre como me portar em entrevistas. Também passei horas analisando companhias diversas, escolhendo aquelas nas quais gostaria de trabalhar para, ato contínuo, enviar-lhes meu precioso portfólio, agora maquiado e vitaminado, na expectativa de ser convocado.
Ledo engano. Já naqueles tempos, início dos anos noventa, os processos de recrutamento estavam mudando. Currículos aleatoriamente enviados pelo correio ou preenchidos pela internet podem se configurar em pura perda de tempo. Tornam-se lixo, físico ou eletrônico, antes mesmo que alguém leia o nome do remetente.
Pesquisa recente realizada pelo Grupo Catho junto a 17.801 profissionais indicou que 56% dos cargos operacionais e 43% dos cargos de gerência foram preenchidos com base no QI do candidato. Mas não estamos falando do famigerado “quociente de inteligência” e sim do “quem indicou”. Networking, relacionamento, estas são as palavras de ordem. E há até quem opte por mudar de emprego graças à confiança depositada em quem lhe fez a indicação. Estes fatos levam-nos a algumas reflexões.
Sempre recebo mensagens de leitores comentando sobre sua insatisfação com a empresa em que trabalham. As queixas vão da falta de reconhecimento e ausência de desafios à baixa remuneração e inexistência de plano de carreira, passando inexoravelmente por problemas de relacionamento interpessoal, seja junto à direção, seja com os próprios colegas.
Estes profissionais vislumbram como única solução pedir demissão e buscar novos horizontes, como se o ambiente fosse a origem de todos os males, acreditando que em outra corporação os mesmos dissabores não acontecerão. Pior, há aqueles que optam pelo desligamento sumário da companhia, passando por uma semana de regozijo até caírem em si, e na realidade, de que nos assuntos relacionados ao dinheiro, como diria Victor Hugo, é preciso ser prático.
Diante dos fatos, alguns cuidados devem ser tomados para que uma proposta pretensamente interessante não se apresente como uma armadilha:

1. Cheque a oportunidade de trabalho. Verifique se a mesma é concreta e, mais ainda, permanente. Pode tratar-se de uma posição temporária e que não lhe garantirá estabilidade.
2. Pesquise a empresa. A internet é fonte inesgotável de informações. Acesse o site da empresa e, depois, os buscadores, para obter mais informações sobre o perfil da companhia e sua posição relativa no mercado. Dê especial atenção aos valores declarados pela organização a fim de observar se estão alinhados com seus valores pessoais.
3. Dissocie relações afetivas e profissionais. Se a indicação dada foi positiva, ótimo. E fim da história! Não convém associar o nome da pessoa que recomendou você ou lhe sugeriu a vaga durante o processo seletivo ou mesmo após o término deste. Seja grato, mas seja independente.
4. Prefira o pouco certo ao muito duvidoso. A menos que você disponha de uma boa herança ou alguém que lhe sustente, abdicar de uma remuneração trar-lhe-á mais preocupação, angústia e ansiedade. Peça demissão somente após ter firmado sua recolocação.
5. Caia fora na hora certa. Isso não é um jogo de pôquer, mas é um jogo. Se a proposta de trabalho não corresponder às promessas feitas ou não atender aos seus anseios, prepare sua saída o quanto antes evitando prolongar sua insatisfação.

Recorde-se sempre da importância do networking. Na Era da Integração, num mundo sem fronteiras e regido pela conectividade, não são dados ou informações, máquinas e tecnologia, que fazem a diferença. São pessoas. E mais do que isso, relacionamentos. Você possivelmente namora, casou-se ou vai se unir a alguém que conheceu em seus círculos de amizade. Possivelmente começou a fumar por influência de um colega. Torce pelo mesmo time que um de seus pais. Freqüenta academias ou clubes por indicação de alguém. Comparece à igreja a convite de um de seus pares. Analogamente, trabalha numa empresa ou mudará de emprego por recomendação de um conhecido.
Por isso, cultive o hábito de conversar com estranhos, pessoas que lhe avizinham num saguão de aeroporto ou numa simples fila no cinema ou no banco. Freqüente outros ambientes, seja um restaurante, um bar ou um museu, e converse com quem lhe rodeia. E lembre-se sempre de portar cartões de visita. Destas relações fortuitas, pode surgir um novo curso em sua vida.


* Tom Coelho, com formação em Economia pela FEA/USP, Publicidade pela ESPM/SP, especialização em Marketing pela MMS/SP e em Qualidade de Vida no Trabalho pela FIA-FEA/USP, é empresário, consultor, professor universitário, escritor e palestrante. Diretor da Infinity Consulting e Diretor Estadual do NJE/Ciesp. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br

quinta-feira, 12 de janeiro de 2006

Minha interpretação do texto !!!

Há um tempo atrás eu conhecia esse texto como uma piada, agora ele se tornou um ensinamento... Parabéns a Sergio Naguel !!! Aproveitem o texto:

Em uma destas noites, um jovem milionário promoveu uma festa numa de suas gigantescas mansões .
Em determinado momento da noite, ele pede para que a música pare e diz olhando para a piscina onde cria crocodilos australianos:
-Quem pular na piscina e conseguir atravessá-la saindo vivo, ganhará um lindo carro. Alguém se habilita?
Como ninguém responde o milionário insiste : -Quem pular na piscina e conseguir atravessá-la saindo vivo, ganhará além do carro, um avião!
Impera um silêncio tumular! Mais uma vez, ele oferta: - Quem pular na piscina e conseguir atravessá-la saindo vivo, ganhará além do carro, e do avião, a minha mansão.
Neste momento alguém salta para a sorte. Lutas intensas, segura a boca de crocodilos com pés e mãos, torce a caudado réptil! Nossa!!! quanta violência, emoção, parecia o Crocodilo Dandy! Impressionante, após alguns minutos de terror e pânico, sai o corajoso homem, cheio de arranhões, hematomas, e quase despido.
O rico parabeniza o homem e pergunta: - Onde quer que eu lhe entregue o carro? Responde o homem: -Não quero seu carro não! O rico insiste e pergunta: -Onde quer que eu lhe entregue o avião? Mais uma vez o homem responde: - Não quero nada que é seu. O rico estranhando a reação do corajoso homem pergunta: - Mas, e a mansão? O homem: - Eu tenho uma boa casa, não preciso da sua casa. Pode ficar com ela!
Todos impressionados, o rico pergunta: - Mas se não quer nada do que lhe ofertei, o que quer então? O homem respondeu gritando:
- ACHAR O FILHO DA PUTA QUE ME EMPURROU NA PISCINA!

Vejamos quantas lições eu posso tirar deste texto:

1a Lição: Parece razoável afirmar que nós nos deixamos empurrar para situações difíceis por simples ingenuidade ou imprudência.
Não lhe parece previsível que ficar, de bobeira, na beira da piscina pode dar no que deu? Vigiai e Orai, é a máxima Bíblica que eu não me canso de citar.
Confiança em si e nos outros é bom mas tudo que é demais faz mal. Fique atento. Perceba. Contextualize. Um olho na missa outro no padre. As coisas não acontecem de repente. Há um conjunto de fatos, situações ou sinais que mostram uma tendência, uma possibilidade.
Já viram filme de terror? O mal nunca ataca a mocinha da primeira vez , não é? Ele vai sinalizando, sinalizando até que vem com tudo. E aí babau, já era!
Cuidado para não achar que não é nada coisas como, ele/ela não faria isto comigo (apesar de você já ter presenciado ele/ela fazer com outras pessoas). Acredite, ele/ale vai fazer com você também se você não cuidar com atenção. Se der mole, é uma questão de tempo ou oportunidade. Assim sendo ao primeiro sinal, corte o mal pela raiz seja esta raiz quem ou o que for.

2a Lição: A vida nos dá muitos empurrãozinhos. O que estamos resistindo em aprender?
Venho notando que muitas pessoas não percebem a grande lição que viveram porque não sabem reconhecer seus mestres. Isto acontece porque estas pessoas aprenderam um estereotipo do mestre. Ele, o mestre, tem cabelos e barba longas e brancas, veste-se com uma túnica e, invariavelmente, carrega um cajado. Suas lições acontecem com palavras amorosas e sábios conselhos. Vem tudo mastigadinho, é só aplicar.
ACORDA!!! Mestre é algo ou até alguém que nos convida a aprender uma lição. São os empurrões ou tropeços que damos na vida. São os feedbacks que recebemos na vida. Quando algo ou alguém o convida a ficar triste, irritado, inseguro que lição você pode aprender? Que lições você está resistindo em aprender? Foque na lição e não na ação!

3a Lição: Somos capazes de muitas coisas que por vezes nós mesmos não acreditamos.
Temos realmente muita força interna e um volume enorme de conhecimentos que em momentos de real necessidade somos capazes de acessar e transformar em ação.
O grande problema é que não usamos o nosso arsenal sistematicamente (o tempo todo ) o que é um desperdício. Porquê? Por que o que não usamos sistematicamente cai no esquecimento. Então temos o conhecimento, temos a habilidade mas não lembramos de usar no momento exato. E aí? Aí só dá para lamentar. Fique atento para uma coisa: oportunidade nunca se perde. Alguém sempre vai aproveitá-la. Pode ser você ou não.

4aLição: Se entrar no jogo, saiba porque.
É muito frustrante, para uma pessoa, lutar com todas as suas forças por causas que não são suas metas pois sempre serão sucessos vazios. Quantas vezes caímos em piscinas que não são nossas, lutamos com crocodilos que não são nossos para recebermos recompensas que não são as que desejamos?
A lição é: piscinas e crocodilos que não são nossos são como vagas rotativas, momentos de aprendizagem e não estacionamento na vida.
Use a oportunidade para aprender como nadar em piscinas com crocodilos e poder usar este conhecimento na construção da sua vida. E, se para construí-la não entrarem piscinas ou crocodilos então sai desta já. Vá procurar outras coisas para aprender. Isto já!

5aLição- Focar no problema e não nos resultados.
Creio que muitos ficam valorizando mais os negativos do que vibrando pelas conquistas. Para que se preocupar com quem te empurrou na piscina? Afinal este empurrão mostrou o quanto você era capaz e não se dava conta. O que você ganha em se vingar? Mas, é certo que você vai desperdiçar muita energia com isto. Então, vá curtir a sua vitória e mais, agradeça ao seu empurrador. Este sim, acreditava que você podia. Não é irônico?
E você, tem mais alguma lição a comentar?

quarta-feira, 11 de janeiro de 2006

Selecionador deve tomar cuidado com perguntas proibidas

Perguntas sobre orientação sexual, crença e política dão margem para que o profissional acione judicialmente o selecionador. É o que afirma o especialista em direito trabalhista Luiz Antonio dos Santos Junior. "Se as respostas forem utilizadas para criar um obstáculo à contratação, caracterizando preconceito contra o candidato, é possível processar a empresa contratante", diz.
As mulheres estão protegidas também com relação a questões sobre a intenção de ter filhos ou a pedidos de exame. A lei nº 9.029/95 proíbe que empregadores exijam atestados de gravidez ou mesmo de esterilidade.
Certidão de antecedentes criminais também é vetada na lista de documentos que o candidato tem de apresentar durante o processo de seleção. "Se a pessoa já cumpriu pena, não há mais dívida com a sociedade. Ela não pode ser discriminada."
Segundo Santos Junior, o maior problema para o candidato é provar que sofreu discriminação. "A firma pode dizer, por exemplo, que a pergunta não foi feita ou que a informação não foi usada na seleção de candidatos."
Para o advogado Amilcar Aquino Navarro, da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil), não há muito o que fazer diante de perguntas sobre a intimidade do trabalhador. "O recomendado, já que ainda não há vínculo empregatício, é que entre em contato com o Ministério Público para fazer uma queixa", indica Navarro.
11/01/2006 - Folha de SP

De volta !!!!

Depois de algum tempo sem postar... olha eu aqui de volta !!!