sábado, 28 de junho de 2008

Saia da área, RH!

Esse é o alerta do guru americano Dave Ulrich. Só é possível entregar resultados para o negócio quando os desafios do RH estiverem além do departamento

Ele tem mais de 20 anos de experiência em recursos humanos. Já publicou mais de 100 artigos e escreveu 15 livros sobre o assunto. Falou e ensinou sobre RH para aproximadamente 200 clientes e empresas de todos os segmentos. É considerado um dos maiores especialistas da área no meio acadêmico, além de guru número 1 dos executivos que lidam com gestão de pessoas no mundo. Esse é o americano Dave Ulrich, professor de negócios da Universidade de Michigan e sócio do Grupo RBL, consultoria que ajuda líderes a entregar mais resultados para suas empresas. Ulrich tem programada uma visita ao Brasil em junho para debater sobre o atual papel do executivo de recursos humanos e como ele deve definitivamente entender de negócios. “Os profissionais de RH insistem que seus maiores desafios são treinar a liderança e atrair pessoas”, disse Ulrich durante esta entrevista. “E eu insisto que seus desafios deveriam ser os da empresa, e não os da área, ou seja, fazer dinheiro, servir bem os clientes e aumentar o preço das ações.” Foi tratando sobre desafios como esses, angústia e deveres do RH, que Ulrich respondeu às perguntas da VOCÊ RH, de seu escritório, em Michigan, nos Estados Unidos. Veja a seguir.

Eu tive a oportunidade de entrevistá-lo há cinco anos para uma reportagem sobre RH estratégico. De lá para cá, o mundo corporativo mudou um pouco. Velhos desafios se tornaram maiores, como a guerra de talentos, a globalização e o avanço da tecnologia. Em sua opinião, o que realmente se modificou no papel do executivo de recursos humanos nesse curto período?

Não houve apenas uma mudança, e não somente em cinco anos, mas há tendências que tornam o tema RH ainda mais significativo para o sucesso do negócio:
• A tecnologia tornou o mundo menor e mais conectado. E agora a base não é somente da informação, mas da conexão.
• Tem se falado de globalização há anos e atualmente ela é realidade em todos os segmentos. O mundo está mudando em ritmos distintos. Há um crescimento enorme na China, na Índia, no Brasil e na Rússia, e recessão ou declínio em outras partes.
• Os mercados financeiros estão obrigando à eficiência e aumentando o foco em ativos intangíveis.
• O tratamento do funcionário passou a ser individualizado.
Tudo isso contribui com as mudanças. Organizações que se adaptarem rapidamente irão vencer. As que não se ajustarem vão ficar de fora do jogo. E as empresas mais propensas às mudanças fazem isso justamente por meio de práticas e sistemas excepcionais de recursos humanos.

Nesse cenário, há competências de RH que não são mais necessárias? E quais são as novas competências?
Acabamos de concluir uma pesquisa com 10 000 pessoas no mundo todo sobre as competências necessárias para um profissional de RH ser eficiente. A primeira característica é ser alguém engajado, que inspire credibilidade. No passado, nós queríamos profissionais de RH que fossem confiáveis, mas agora isso não é suficiente. Com as mudanças nos negócios, esse executivo também precisa ser proativo e entender como pode contribuir para o sucesso do negócio. Além disso, precisa ser um organizador da mudança e da cultura da empresa e um arquiteto da estratégia. Isso permite que ele faça as coisas acontecerem e entregue bons resultados financeiros.

Hoje, qual é o papel do executivo de recursos humanos nas organizações?
Nós encontramos quatro atitudes que o executivo de RH deve apresentar:
Coaching – ajudar líderes a melhorar seu comportamento e seus resultados.
Arquitetar – preparar projetos para a mudança da organização.
Facilitar – gerenciar o processo para que as coisas aconteçam.
Planejar e entregar – implementar práticas de RH que efetuem a estratégia.

Há algo que esse profissional deveria saber e ainda não sabe?
Infelizmente – ainda – é entender do negócio. Em 20 anos de pesquisas com o pessoal de RH percebemos que seu conhecimento médio do negócio não aumentou de forma significativa. Isso é bastante desestimulante, porque temos defendido essa tecla há muito tempo.

O que significa entender do negócio de uma forma prática?
Significa basicamente entender de finanças, de marketing e de tecnologia. Conhecer como essas áreas impactam o negócio principal da empresa.

Falando em visão de negócio, o RH parece ter dificuldade de entender como os seus próprios resultados impactam no resultado total da empresa. Por que isso acontece e como sair desse patamar?
O horizonte entre o que os profissionais de RH sabem e fazem e os resultados do negócio está ficando mais claro. Organizações que tratam bem as pessoas e constroem fortes habilidades conseguem atrair talentos, atender bem os consumidores, aumentar o valor das ações e construir responsabilidade social. O executivo de RH precisa entender que, se ele mantiver o foco nas necessidades do cliente, do investidor e da comunidade, vai ter mais sucesso do que aquele que mantém o foco apenas nas práticas de RH. Eu geralmente começo minhas palestras com uma pergunta para esses executivos: “Hoje, qual o seu maior desafio no trabalho?”. Muito freqüentemente, a resposta tem a ver com práticas de RH [recrutar melhor, criar programas de liderança e de remuneração etc.]. Eu insisto que os desafios do RH devem ser os desafios da empresa, ou seja, fazer dinheiro, servir bem os consumidores, aumentar o preço das ações. Quando o profissional de recursos humanos começar a pensar sobre os desafios do todo, ele vai conseguir fazer uma conexão melhor entre seu trabalho de curto prazo e os objetivos de longo prazo da empresa.

Durante 20 anos falando com e sobre RH, quais são as principais dúvidas e angústias que o senhor percebe nesses executivos? O senhor acha que vai ouvir as mesmas preocupações em sua palestra no Brasil?
Como um bom funcionário, o profissional de RH quer fazer um trabalho que ajude a empresa a obter sucesso. Às vezes, ele só vai conseguir isso saindo da sua zona de conforto e fazendo coisas que ele não fazia antes. Isso causa preocupação e angústia. Eu continuarei a sustentar que, embora seja difícil no começo, esse profissional tem, sim, de se transformar num ativista e tomar posições na empresa, para ajudar no sucesso do negócio. Tenho esperança que, a cada dia, teremos mais e mais pessoas assumindo esse desafio.

É comum no Brasil executivos de recursos humanos não se sentirem confortáveis com as políticas importadas da matriz e a conseqüente falta de poder local que esse modelo gera. Como eles podem “tomar posições” e impactar os negócios nessa condição?
Ser proativo significa assumir uma posição. Mas essa posição precisa ser lastreada por subsídios. Se um executivo estrangeiro sustenta que o RH brasileiro faz algo que não contribui para o negócio, o brasileiro deveria enfrentar essa determinação – não batendo o pé –, mas mostrando os tais subsídios e provando que a visão do estrangeiro está equivocada.

No Brasil percebe-se que muitos jovens não desejam ir para a área de recursos humanos, preferindo migrar para outros setores da empresa. Isso causa um problema de sucessão no RH. Como tornar a área mais atrativa?
Todas as áreas têm dificuldade em atrair os melhores talentos. Isso não é diferente no RH. O que está acontecendo nesse setor é que muitos profissionais estão sendo atraídos não apenas por gostar de pessoas, mas também por entender a conexão entre pessoas e performance da organização. À medida que isso se torna uma prática e a área seja mais valorizada, o salário será aumentado e, conseqüentemente, mais pessoas se sentirão interessadas e motivadas em vir para o RH.

Sucessão se transformou num grande problema para as companhias, tornando-se um dos maiores desafios do RH atualmente. Como garantir pessoas boas e preparadas para assumir posições estratégicas na empresa como um todo?
A sucessão da liderança começa quando se tem claramente um processo para definir as habilidades que os futuros líderes devem ter. Os profissionais de RH podem facilitar esse processo, apontando e discutindo quais conhecimentos e habilidades serão necessários para o futuro. Dessas discussões surgirá o que chamamos de “declaração do estilo de liderança” [veja o livro Leadership Brand, de Dave Ulrich e Norm Smallwood – em tradução livre: Estilo de Liderança]. Essa declaração aponta quais serão as competências e habilidades necessárias no futuro. Ou seja, o RH pode ajudar os líderes a identificar quais indivíduos em suas equipes têm essas habilidades e desenvolvê- los com tarefas e treinamento inovadores para que cresçam em seus trabalhos.

Na sua opinião, além de sucessão qual é o maior desafio do RH hoje?
Sucessão, em primeiro lugar. Depois, fazer as mudanças acontecerem de fato, mudar a cultura, diagnosticar e construir as habilidades da organização e desenvolver talentos por meio da empresa.

O senhor poderia citar algumas companhias que têm RHs influenciadores de seus negócios? Ou seja, que fazem “as coisas acontecerem?”
As companhias top em RH são conhecidas porque aplicam tudo isso que falamos. Isso inclui (mas não se limita) as seguintes empresas: General Electric, IBM, Procter & Gamble, Nokia, Unilever, McKinsey, Medtronic, Icici, Tata, Royal Bank of Scotland, Wal Mart e British Telecom.

Para concluir, o que o senhor espera do profissional de RH? Teremos boas histórias para contar no futuro?
Eu prevejo o RH exercendo impacto e entregando resultados para o negócio. Eles vão contar mais histórias a respeito de como o investimento em RH leva a uma melhor performance do negócio.




sábado, 21 de junho de 2008

quarta-feira, 11 de junho de 2008

O poema da ética...

Quebra de Paradigma!!

“No ambiente de negócios da atualidade, cada vez mais, as mudanças exigem quebra de paradigmas que implicam em verdadeira revolução na cultura das organizações. Esta revolução reordena prioridades, redireciona valores, muda conceito de certo e errado, apresenta novos focos de interesse, e indica maneiras diferentes de reagir quando metas não são alcançadas.”

domingo, 1 de junho de 2008

Projeto de Vida 2

Elaborando o seu projeto de vida, o bom e velho excel pode ajudar um pouco:

Existem diversas maneiras de montar um Projeto de Vida. Ensinaremos aqui uma maneira básica, mas sinta-se a vontade para seguir sua própria intuição e fazer algo personalizado, afinal de contas, é o Projeto de sua Vida.

Um Projeto de Vida pode ser feito utilizando um caderno ou um fichário. Coloque seu nome e divida igualmente o caderno ou fichário em 8 partes que serão as 8 saúdes:

  • Saúde Física
  • Saúde Espiritual
  • Saúde Intelectual
  • Saúde Familiar
  • Saúde Social
  • Saúde Financeira
  • Saúde Profissional
  • Saúde Ecológica

Em cada uma das 8 saúdes você colocará as metas correspondentes. Siga o seu coração e primeiramente coloque em cada área uma meta,objetivo ou sonho que você realmente deseja alcançar. Medite, tranquilize-se e entre em contato com seu Ser mais profundo para descobrir o que você realmente quer. A partir deste ponto, utilize a razão para questionar o que será necessário fazer para alcançar tal meta. Cada resposta será uma nova meta para alcançar o seu sonho. Determine uma data para que cada meta seja cumprida e escreva tudo em seu Projeto de Vida. Você pode tanto colocar todas as metas uma embaixo da outra, ou colocar cada meta em uma folha de papel separada, assim poderá ir destacando cada folha conforme alcança seus objetivos.

As 8 saúdes estão inter-relacionadas uma com outra, ou seja, para a conquista de uma meta em uma área, talvez seja necessário colocar uma outra meta em outra área.

Exemplo de uma saúde de Projeto de Vida:

Saúde Física:

- Eu vou alcançar saudavelmente o peso de 70kg até o dia ........

- Eu vou ter uma alimentação balanceada e saudável todos os dias a partir de hoje.

- Eu vou praticar caminar pelo menos 30 minutos por dia a partir de hoje.

- Eu vou fazer um check-up médico uma vez por ano.

Sobre as saúdes:

Saúde Física: está relacionado com o seu corpo físico. O nosso corpo é o meio pelo qual podemos manifestar toda nossa essência. O que você anda fazendo para manter seu corpo saudável ?

Saúde Espiritual: está relacionado com o seu auto-desenvolvimento como Ser. O que você anda fazendo para manter sua paz de espírito, seu amor por você e pela vida ? O que está fazendo para entrar cada vez mais em contato com o seu coração ?

Saúde Intelectual: está relacionado ao seu aprendizado.Quantos livros você tem lido ? Tem feito algum curso ultimamente relacionado a qualquer área de sua vida ? Tem ido ao teatro, concertos, cinema ? O quanto tem estudado ultimamente ?

Saúde Familiar: está relacionado aos relacionamentos familiares. Como você tem tratado os familiares próximos de você ? O que o está impedindo de ter um relacionamento mais amoroso e harmonioso com todos os seus familiares ?

Saúde Social: está relacionado com a sociedade como um todo. O que você tem feito para viver numa sociedade mais justa ? Tem doado seu tempo ou amor à alguma instituição de caridade ? O que tem feito para ajudar o próximo ?

Saúde Financeira: está relacionado com suas finanças. Você tem planejado como vai poupar dinheiro para o futuro ? Aonde tem investido o seu dinheiro ? Tem uma planilha de gastos e lucros ?

Saúde Profissional: está relacionado com sua carreira. Você está na profissião que deseja ? Você sabe qual o seu objetivo e o que você realmente quer ? Pretende mudar de profissão ? Pretende crescer na profissão que está ? Qual é a motivação (motivo para ação) que o faz estar nesta profissão ?

Saúde Ecológica: está relacionado com a natureza e o planeta Terra. O que você tem feito para viver em harmonia com a natureza ? Tem algum programa de coleta seletiva de lixo ? Como está o consumo de água em sua residência ? Tem desperdiçado água ? O que você tem feito para cuidar do meio-ambiente em que vivemos ?

Trate com muito carinho seu Projeto de Vida e leia-o sempre que possível em voz e mentalmente, visualizando cada meta como se ela já estivesse acontecido.

Projeto de Vida

Como todo ser humano, já dizia Mr. King: "I Have a Dream...!" mas o que são esses sonhos, esses ideais, esse desejo inexorável que temos em conseguir algo ou apenas sentir...

No mercado de trabalho, falamos tanto em "projetos", em alguns casos é até utilizado como jargão corporativo para se valorizar uma atividade na qual estamos executando. Mas afinal o que é Projeto? Será que isso é balela do mundo corporativo, ou é algo tão real que podemos nos utilizar dessas metodologias de gerenciamento de projetos e aplicá-las em nosso dia-a-dia, na nossa vida pessoal... ?!

Farei dois posts falando um pouco mais do assunto utilizando o texto de Saulo Fong:

Quando alguém pretende construir uma casa, um profissional será contratado para planejar tudo que será necessário fazer antes de começar as obras. Este profissional irá também montar um projeto baseado nos desejos de seu cliente. A partir deste projeto, ele terá uma noção de quanto material será necessário e quantos trabalhadores serão contratados para construir a obra em determinado período de tempo. Assim, quando a obra for iniciada, os trabalhadores terão um plano, um projeto para seguir. Caso não houvesse esse planejamento prévio, provalvemente os trabalhadores não saberiam como prosseguir, pois não saberiam o que a pessoa que encomendou a casa quer, muito menos haveria os recursos necessários para a construção da casa. A casa, provavelmente nunca seria construída ou se fosse, com certeza não iria satisfazer os desejos do cliente.

Na vida, ocorre algo similar. Possuímos muitas metas e planos que desejamos realizar. Temos a opção de escolhermos o nosso destino e o nosso caminho. Queremos algo, entretanto, inúmeras vezes escolhemos rotas que nos afastam de nosso objetivo maior ou ficamos confusos em relação a qual caminho tomar, justamente por não ter planejado antes o que realmente queremos.

Um Projeto de Vida é um plano colocado em papel para que possamos visualizar melhor os caminhos que devemos seguir para alcançar nossos objetivos.Para isso, necessitamos saber claramente quais são nossos objetivos e metas e, precisamos ter em mente também quais são os nossos valores, pois são eles que direcionarão nossas vidas. Se nossas metas não estiverem em congruência com nossos valores mais profundos, dificilmente estaremos satisfeitos com nossas vidas. Mesmo alcançando as metas, se elas não estiverem em harmonia com o que realmente nosso coração pede, sentiremos um vazio interior que poderá nos deixar confusos e sem direção.

Dessa forma, conhecer-se, saber o que a vida realmente significa para você e conhecer seus valores é de fundamental importância no planejamento do seu Projeto de Vida. Os valores também podem estão livres para serem modificados, pois a medida que evoluimos, nossos valores também evoluem. Nada é estático.

Um Projeto de Vida pode ser dividido em 8 áreas ou saúdes:

  • Saúde Física
  • Saúde Espiritual
  • Saúde Intelectual
  • Saúde Familiar
  • Saúde Social
  • Saúde Financeira
  • Saúde Profissional
  • Saúde Ecológica