sábado, 30 de julho de 2005

Será que posso aplicar gerenciamento de projetos em RH?

Atualmente vivemos em um mundo, onde a vida dos produtos é curta, onde temos que ter alta velocidade em gerar e disseminar conhecimentos e informações, onde estamos vivendo em competição globalizada e que por fim, tudo se resume na famosa e velha palavra – mudança. E em contra partida temos que superar essa necessidade, pois o prazo de respostas a desafios são cada vez menores e mais críticos, nos exigindo uma maior precisão em tudo o que fazemos, porém com mais e mais velocidade.
E para isso surge a necessidade de gerenciarmos melhor esses eventos que acontecem no nosso dia-a-dia de forma a atingirmos o melhor desempenho, maximizando a qualidade.
“Um Projeto é um empreendimento temporário com o objetivo de desenvolver um produto, serviço ou resultado único” - PMBOK®, ou seja, é um evento temporário que possua início e fim pré-definidos. E nas organizações, seja por desafios de manutenção, de ameaças ou de oportunidades, os projetos nascem para sempre atender geralmente: Uma demanda do mercado; uma necessidade do negócio; o pedido do cliente; o avanço tecnológico; uma exigência legal; uma necessidade social, entre outros fatores estratégicos.
E o que é vem a ser Gerenciamento de Projetos, é a aplicação de conhecimentos, habilidades e técnicas às atividades do projeto, de forma a atingir as expectativas das partes envolvidas quanto ao resultado deste projeto conforme parâmetros adotados para escopo, prazo, custos, qualidade e riscos. É uma ferramenta que está se promovendo aos poucos no mercado,principalmente nas áreas de TI e Engenharias, porém é muito fácil nessas áreas, identificarmos os chamados projetos, pois eles já possuem em suas características o prefixo de “projeto”, contudo esquecemos que em áreas administrativas como o RH, também possui projetos, só que não levam o tal prefixo “projeto”, mas são verdadeiros projetos e necessitam de um gerenciamento, alguns exemplos de projetos em RH são: a implantação de Remuneração Estratégica; o Downsizing; Endomarketing; Responsabilidade Social, entre outros.
A aplicabilidade do gerenciamento de projetos dentro da área de RH se torna essencial se olharmos pela visão do PMBOK que é um guia de Conhecimentos e Melhores Práticas consolidadas para o Gerenciamento Profissional de Projetos. E o gerenciamento de projetos é aquilo que esta chegando para facilitar, para agregar valor ao nosso produto final, às vezes costumo brincar, que o “Gerenciamento de projetos é a nossa ISO 9000 particular”.
Então temos que começar a quebrar esse paradigma, sobre gerenciamento de projetos e aos poucos adotarmos essa nova postura em nossa organização, em nossa consultoria e em tudo aquilo que denominarmos como projeto, segundo as melhores práticas.
Alexandre Lima

quarta-feira, 27 de julho de 2005

Não seja um vendedor, seja um criador de oportunidades...

Ao longo dos tempos, o vendedor tornou-se um símbolo da chatice em todos os sentidos, mesmo porque os clientes sabiam que ele queria apenas vender. Não havia outro compromisso entre as partes a não ser o de comprador e vendedor. Num tempo onde a informação corre via e-mail a 8.407km/s, os produtos são praticamente padrões no sentido de qualidade e preço, a verdadeira diferença está na maneira de oferecer este produto. Muito mais poderosa que a técnica de marketing agressivo, totalmente em moda, é a técnica da venda passiva, onde o cliente não é apenas um objeto alvo, mas um elemento fundamental para continuidade de qualquer produto. Não seja mais um vendedor, seja um criador de oportunidades, um gerador de resultados positivos para as partes envolvidas.
ENVOLVIMENTO COM O PRODUTO - Não se limite a conhecer o desempenho de seu produto apenas dentro de sua organização. Procure acompanhar o efeito que ele tem dentro do mercado durante sua operacionalização, quais os efeitos que seus clientes estão registrando ao consumi-lo e qual o compromisso do produto com os fatores que o colocam em prática. O cliente irá sempre lembrar muito mais de quem lhe vendeu o produto, do que da empresa que o fabricou.
SUA IMAGEM TEM DE LHE REFLETIR - "Ser ou não ser, eis a questão" - Tal frase não pode estar escrita na sua conduta de ética, você tem de SER. Quando se olhar no espelho pela manhã, ao sair de casa, você tem de ser a mesma pessoa refletida no espelho da sala de espera do cliente. O produto passa, é consumido, cumpre o papel de sua criação, mas a integridade de quem lhe vendeu continua ligada à transação de comércio que efetivou este produto no mercado.
AGREGUE INTELIGÊNCIA AO SERVIÇO - Dezenas de empresas fazem aquilo que sua empresa faz, milhares de pessoas vendem aquilo que você vende. A grande diferença não se fará no produto ou preço, mas sim na maneira que se vende. Agregar Inteligência ao seu serviço é fazer algo que seu concorrente ainda não tenha feito, algo personalizado, que transmitirá um toque de alegria e confiança ao cliente. Cartões de Natal se amontoam nas mesas dos clientes nos finais de ano, porém um cartão de aniversário personalizado pode fazer uma grande diferença. Todo cliente irá se preocupar com você se descobrir o quanto você se preocupa com ele.
CRIE O MANUAL DO PROPRIETÁRIO - O grande desafio nos dias de hoje para o vendedor começa quando o cliente dá inicio ao processo de uso do produto e não da compra. Desenvolva um manual de acompanhamento das fases de uso daquilo que você forneceu. Caso seja uma assinatura de revista, tente aferir se o cliente tem se beneficiado com o produto de maneira pessoal ou profissional. Desta forma estará estabelecendo fronteiras além das garantias comuns de mercado.
FAÇA SOMENTE PERGUNTAS INTELIGENTES - Perguntas inteligentes são aquelas onde você jamais vai ter a resposta que deseja, mas a resposta que seu cliente realmente acredita que fará diferença. Estas são as perguntas em que jamais deve vir contida na resposta a palavra "não". É comum entrar numa loja e o vendedor logo dizer: "posso ajudá-lo? " - a resposta vem em seguida: "não, obrigado, estou só olhando!". Como seria se perguntasse: "como está o tempo lá fora?" Formule perguntas inteligentes e terá o melhor de seu cliente.
POUCOS CLIENTES SABEM COMPRAR - Em épocas passadas o cliente era uma presa fácil. Mas nos dias de hoje, está ai uma ótima oportunidade para você demonstrar todo seu conhecimento de produto e mercado, não para vender algo, mas para oferecer ao cliente a melhor opção. Criar um elo de confiabilidade que possa perdurar. Nunca venda nada a ninguém sabendo que aquela compra é fruto de inexperiência, procure sempre informar o máximo sobre todas as possibilidades, instruindo o comprador para uma decisão correta. Memória de cliente é como de elefante, jamais esquece alguém que lhe empurrou algo, assim como jamais esquece alguém que evitou que ele adquirisse algo inadequado a sua real necessidade.
FALE SOMENTE O NECESSÁRIO - Durante o processo de comercialização, procure manter o foco na necessidade do cliente, não para atendê-lo em sua plenitude, mas para poder ter argumentos e melhorar a opção desta necessidade. Não interrompa o fluxo de informações com colocações ou questionamentos que desviem o assunto de sua real finalidade. Toda conversa extra pode ter espaço no final da transação ou no momento da despedida. Não faça colocações vagas do tipo: "vamos almoçar um dia desses". Se pretende almoçar com o cliente marque e cumpra. Evite notícias ruins e se elas vierem da parte contrária, não lhes dê mais asas do que elas já possuem. Seja profissional com uma descontração controlada.
CRIE SEU PERFIL DE APARÊNCIA - Procure desenvolver um estilo de aparência que possa refletir aquilo que realmente você é e quer que o cliente também veja. Andar na moda nem sempre é uma boa opção dependendo de seu estilo de ser. Moda é para passarela. Terno preto, camisa preta, gravata preta, pode ser moda, mas acho um pouco de falta de imaginação. Procure não ter muita roupa, apenas algumas mas muito boas. Vejo muitas pessoas fazerem festa em liquidações e estarem sempre mal vestidas. No entanto, uma boa roupa de alfaiate pode lhe deixar sempre na linha e não fugir de suas medidas. Algumas pessoas se tornam ridículas ao optarem por acompanhar a moda, vê-se logo que elas estão fora de foco. Esqueça a moda, crie seu estilo.
SEJA SEMPRE UMA NOVIDADE - Procure sempre levar ao cliente novos assuntos, informações úteis, evite repetir casos já narrados. Informe-se sobre todas a inovações de seu mercado e divida-as em doses homeopáticas. Evite qualquer padrão de procedimento que possa lhe fazer parecer mecânico ou que possa representar que você está fazendo aquilo para cumprir seu trabalho. Os clientes são diferentes, atenda-os de maneira diferente, use sua criatividade. Toda novidade é sempre bem-vinda num mercado em transformação.
NÃO SE FAÇA DE IMPORTANTE - Afirmar que: "a fabricação do produto vai parar, o preço vai aumentar, existe outro interessado, preciso da resposta agora, vamos ser rápidos tenho outra reunião..." - ou outros elementos do gênero, que tentam antecipar uma venda é um tremendo erro nos dias de hoje, assim como atender um celular durante a reunião ou perguntar quem são as pessoas no porta-retrato da mesa do cliente. Você é importante e a única maneira que faz com que o cliente veja tal fato, é quando você o faz importante e deixa a disposição dele todo seu conhecimento, ética, bom senso e interesse no assunto, assim ele passa a notar que sua contribuição no negócio é essencial para a realização da transação.
TODO CLIENTE TEM RAZÃO ATÉ QUE... - Os clientes têm sempre razão, porque vendedores não têm competência para sugerir uma razão maior do que a do cliente, fazendo-o desistir e concordar com a razão maior. Estamos em tempo de competência, que consiste no ato de transformar intenções em resultados positivos para as partes envolvidas. Geralmente quando um cliente tem razão, tem mesmo, pois foi mal atendido em suas necessidades e até mesmo vítima do não cumprimento de regras que envolveram a negociação. A constância deste fato no Brasil, originou a frase: "o cliente tem sempre razão". Com você ele não pode ter razão. Transformando seu esforço em resultado, sua atitude será competente em relação ao cliente; identificando a prioridade; oferecendo solução; cumprindo compromisso comercial; destacando a ética; suprindo a necessidade; praticando a excelência do serviço a um custo justo: o vendedor é que tem sempre razão.
O PRIMEIRO APERTO DE MÃO PODE SER UM ADEUS - 40% das transações comerciais recebem um tchau no primeiro aperto de mão. A performance das pessoas é seu estado de espírito, este se reflete em seus olhos e suas mãos. Ao apertar a mão de um cliente, seu estado de espírito estará de frente com o dele, neste instante seu poder de persuasão terá de estar associando um sentimento de prazer ao produto, serviço ou idéia que você pretende expor. Caso contrário suas chances de obter sucesso serão menores. O aperto de mão é uma maneira de comunicação e o significado dela estará no resultado que você obtiver. Antes de apertar a mão de algum cliente alinhe seu estado de espírito, respire fundo, mantenha olho no olho, pois é fundamental que sua negociação tenha início com 100% de chances a seu favor.
AFERIR E RELACIONAR RESULTADOS - Muitos vendedores obtém sucesso em determinadas negociações e nunca mais conseguem duplicar o feito. Na verdade quem não sabe a causa, não consegue repetir o resultado. Caso não tenha seus procedimentos bem relacionados e aferidos, dificilmente vai conseguir saber qual o item que lhe permitiu um resultado positivo. Às vezes eles podem sair num sorriso. Faça um diário de procedimentos, seguir determinadas condutas pode lhe deixar sempre a vista as causas de seu resultado positivo para repeti-las com êxito. EMOÇÕES AINDA EXISTEM - O Bank Boston fechou algumas de suas agências em pequenas cidades dos EUA, onde colocou apenas caixas automáticos. As pessoas então fecharam suas contas nestas agências. Fato que fez com que o Banco fosse analisar de perto tal feito. Descobriu que os clientes gostavam da fila, se conheciam e falavam no porta do banco, gostavam do bom-dia do caixa e odiavam operar uma máquina, preferiam um serviço humano a um sofisticado computador, que não lhes tocava o coração e tão pouco combinava com o espírito de solidariedade das cidades. As agências foram reabertas com mais funcionários que antes. Ser um vendedor virtual, carregador de Lap Top ou de tecnologia pode parecer estar na crista-da-onda, mas enquanto os clientes forem pessoas, isto quer dizer que: Emoções ainda existem, elas devem ter um espaço no seu procedimento intergaláctico. Joe Girard, o maior vendedor de carros dos EUA, que consta no Livro Guinness - envia todos os anos, desde que começou sua carreira como vendedor, um cartão a todos os seus clientes, que está escrito: "Eu gosto de você".
Vender deixou de ser uma arte para assumir a postura de missão, a missão de não somente trocar um produto de lugar, mas de gerar possibilidades e oportunidades de desenvolvimento ao mercado profissional, pessoal, econômico e social, através do grau de envolvimento contido neste relacionamento material e humano chamado Vendas.

domingo, 24 de julho de 2005

Dica importante !!!

Cartão de visita não é brincadeira

O seu cartão de visita é geralmente a primeira impressão que um cliente em potencial terá a respeito da sua empresa. A mensagem e o design de um cartão de visita irá determinar automaticamente se ele será enviado direto para o lixo, ou se ele será inserido em um sistema de contatos do seu cliente.
Conheça algumas dicas que podem ajudá-lo a passar no teste do lixo.
Tamanho: O seu cartão de visita está de acordo com o tradicional tamanho de 9 cm X 5 cm? Qualquer coisa maior que isso pode não caber na carteira ou porta-cartão do seu cliente. Se não couber, lixo.
Qualidade do Papel: O seu cartão de visita foi feito em um papel de qualidade? Ou em um daqueles papéis comuns que se usa para imprimir em impressoras de escritório? Cartões de visita baratos vão para o lixo.
Cor: Um cartão de visita colorido pode criar uma imagem profissional para a sua empresa, entretanto, muitas cores podem distrair o cliente. Se o seu cartão de visitas for preto-e-branco, jogue no lixo. Ou o seu cliente o fará para você.
Mensagem: O seu cartão de visita deve ser limpo, claro e objetivo. A marca da sua empresa deve se colocada isolada em um dos cantos do cartão. Cartão de visita não é portifólio de empresa. Por exemplo, você não precisa colocar o número de CNPJ, ou o slogan, ou as linhas de produtos, ou logotipos de parceiros. Somente VOCÊ deve aparecer no cartão! Muitas mensagens confundem o cliente e o seu cartão vai terminar no lixo.
Imagem: O seu cartão de visita deve estar casado com a imagem da sua empresa. Por exemplo, se você trabalha em uma agência de propaganda, o seu cartão de visita deve ser obrigatoriamente criativo. Se o seu cartão de visita não estiver em sincronia com a imagem da empresa, é tempo de mudá-lo.
Tamanho da fonte de letra: As letras do seu cartão de visita são muito grandes? Quanto mais espaço em branco tiver no cartão, mais fácil fica para o cliente absorver a sua mensagem. Se você tiver algo a dizer, coloque no verso do seu cartão de visita.
Informação para Contato: O cartão de visita deve trazer o máximo possível de maneiras do cliente se comunicar com você. Você deve incluir: fone, celular, fax, e-mail, web site, e até messenger se possível. Falta de informação leva o seu cartão para o lixo.
Você tem apenas uma chance de causar uma primeira boa impressão. O seu cartão de visita não é brincadeira. Invista nele.
FONTE: Ezine BizRevolution, editada por Ricardo Jordão Magalhães.

sábado, 23 de julho de 2005

O que aprendi com Roberto Jefferson...

É pessoal... parece piada, mas este texto foi extraido do blog do grande palestrante, Mário Persona... apreciem este texto:
Espere, não entenda mal. Este continua sendo um blog de comunicação e marketing. Não vou falar de política, nem comentar se procedem ou não as denúncias feitas pelo deputado ao Conselho de Ética da Câmara. Tampouco é minha intenção apresentar qualquer opinião contra ou a favor a questão política ou seus protagonistas. Muito pelo contrário.
Se você tentar encontrar algum teor político nestes comentários, vai se decepcionar. O objetivo não é este. Há outros blogs por aí comentando a questão política do depoimento com maior propriedade e conhecimento do que eu, portanto vou apenas comentar o que aprendi dentro da área na qual atuo: comunicação. Como já atuei como negociador em grandes empresas, conheço um pouquinho das técnicas que o deputado utilizou em sua defesa.
É inegável que o Roberto Jefferson deu um show de habilidade, oratória e comportamento em público. Hein? Ok, então leia "comportamento de comunicação". Um jornal comentou que "por falta de um oponente à altura" — e eu acrescentaria, principalmente em comunicação e oratória — "Roberto Jefferson nadou de braçada". Concordo. Se você for inteligente — e acredito que é — saberá que sempre existe algo para se aprender além daquilo que é a intenção principal de qualquer acontecimento. Neste caso, aprenda a falar em público com Roberto Jefferson. Ou comigo neste link, já que esta é uma de minhas atividades.
Primeira lição: autocontrole. Qualquer pessoa que pretenda falar em público deve ter autocontrole. Embora alguns acreditem que a melhor e mais convincente estratégia seja o berro, isso só funcionará quando você se dirigir a acéfalos. Para pessoas inteligentes, o descontrole, ainda que ensaiado, é sinal de fraqueza na argumentação.
Vi um deputado descontrolado assim, gritando que era homem e coisas do tipo. A princípio podia até parecer que ganhara a parada, no grito. Bastou a postura quieta de seu interlocutor, o deputado Roberto Jefferson, para apagar todo o fogo que havia acendido. A impressão que deu foi de ter ouvido um "shsssssss...." como faz o fogo quando se apaga com água.
Onde errou? Se exaltou demais, falou repetidas vezes de sua origem humilde, de que não precisava de dinheiro de "mensalão", de que era homem honrado, de que tinha filhos, esposa e mais de 3 mil funcionários diante dos quais não iria engolir as acusações. Pode estar tudo correto, porém numa apresentação pública qualquer esforço de exagerar seus próprios predicados costuma ter efeito contrário. Se eu gritar aos quatro ventos, repetidas vezes, que sou honesto, estou dando margem para minha audiência desconfiar. Evite isso ao falar em público.
Porém Roberto Jefferson utiliza o mesmo expediente, porém para aparentemente inocentar o presidente Lula. Inconscientemente ou deliberadamente, não posso afirmar, o exagero da tônica mais atrapalhou do que ajudou a imagem de quem ele queria defender. Anote aí: sempre que você repetir demais algo, bater com insistência na mesma tecla, a única impressão que vai passar é a de que não está seguro daquela tecla.
Outro deputado apresentou todos os seus predicados de credibilidade antes de questionar se o "mensalão" não seria a mesma coisa do pagamento "à vista" que Roberto Jefferson afirmou ter recebido. Encerrou sua pergunta com a expressão de lutador satisfeito por levar o oponente ao corner. Não levou.
A habilidade de negociação do deputado acusado o fez usar de um expediente muito útil nessas horas: o viés. Usando de bom-humor e sarcasmo, fez uma continha e rebateu, em tom de brincadeira, que talvez o outro deputado estivesse descontente por seu partido ter recebido um valor menor per capita e, ainda por cima, a prazo, enquanto ele teria recebido à vista. Todos riram com a brincadeira e estava desmontado o argumento do acusador.
No filme "O Santo", com Val Kilmer, há algo parecido quando o mocinho — que no filme também é bandido — negocia com a máfia russa a contratação para um roubo e é ameaçado pelo gangster que afirma poder matá-lo ali mesmo, naquele local público e cheio de gente. O Santo é levado para o corner! O mocinho-bandido boceja, se espreguiça e convida: Que tal tomarmos um café? Aquilo quebrou o encanto, levou seu oponente a aceitar ir até a lanchonete e, chegando lá, é o Santo quem começa dando as cartas.
Em uma negociação, bater de frente é algo que causa estrago demais para ser algo utilizado com freqüência. O viés é uma técnica importante para quem negocia. Roberto Jefferson usou mais de uma vez essa técnica e, às vezes, mesclada com elogios rasgados ao acusador, outra forma de desmontar seu poder ou ímpeto de acusação. Quem é elogiado costuma ter seus ânimos arrefecidos antes de fazer uma nova acusação. Aliás, parece ser uma técnica padrão entre os deputados, porque todos começavam seus discursos dando vazão a elogios rasgados à "Vossa Excelência" que pretendiam massacrar.
Lembro-me de uma reunião de vereadores numa cidade vizinha onde um diálogo ocorreu mais ou menos assim:
— Vossa Excelência é inconstante no que diz! Dá uma no cravo e outra na ferradura!
— Também pudera; Vossa Excelência não pára de mexer o pé!
Outros detalhes do comportamento de comunicação do deputado são importantes e servem de escola para quem quiser aprender a falar em público. A mão usada para gesticular aberta nunca era mantida assim por muito tempo. Esticava os dedos e logo fechava a mão como se estivesse agarrando firme aquilo que acabara de falar. Seu gesto de linguagem corporal, além de sugerir à audiência que agarrasse também — e somos propensos a imitar gestos, como quando alguém boceja — evitava demonstrar qualquer tremor que uma mão aberta poderia denunciar.
O olhar treinado não se desviava em momento algum. Olhos que se viram para o alto, como quando fazemos para lembrar — canto superior direito da testa — ou para inventar — canto superior esquerdo — geram a impressão de insegurança. Daí o deputado olhar para frente e fixando os olhos ora numa câmera, ora noutra ou em alguém da platéia que queria impressionar. Não raro a mudança de foco do olhar ocorria durante uma pausa de impacto. O silêncio em meio a um discurso serve para sublinhar o que acaba de ser dito.
Outra técnica utilizada foi a do detalhe. Se eu disser a você que me encontrei com o Osama Bin Laden, vai parecer mentira, mas se eu falar de detalhes insignificantes, contar que o encontro foi próximo a um pipoqueiro quando eu estava indo à casa de minha tia que há poucos meses teve um problema gástrico e que pediu para eu comprar um remédio e blá blá blá, aumento a possibilidade de tornar minha história crível. O falso encontro com Bin Laden acaba diluído em um número enorme de pequenas verdades que não exigem comprovação que fará o pacote todo parecer real.
Dramatizar a fala também foi uma técnica usada com liberalidade. Se for cassado, Roberto Jefferson pode exercer seu talento nos palcos — dizem que é bom de ópera — ou na próxima novela das 8:00. Porém sua média nesta disciplina foi menor por ter exagerado em algumas partes. Estaria bom para uma novela mexicana, talvez, mas não para uma negociação ou palestra. A dramatização em excesso pode parecer falsa ou piegas.
Outra habilidade que o orador demonstrou ter foi a de inserir elementos novos em seu discurso, sabendo costurar tudo com o que estava sendo dito. Refiro-me às informações que iam chegando e eram colocadas à sua frente por seu staff, com novas revelações sobre o que estava acontecendo lá fora. Qualquer orador deve ser flexível o suficiente para construir sua argumentação à medida que for apresentando. Pessoas que decoram discursos costumam se atrapalhar quando algum elemento novo e inesperado aparece na vizinhança.
Foi a impressão que tive de alguns deputados e deputadas que liam as perguntas que anotaram de antemão por medo de errar. Quando a resposta do deputado retornava com algo de inesperado, seu interlocutor ficava mais perdido do que cachorro em dia de mudança, fazendo lembrar do robô de Perdidos no Espaço quando era confrontado com algo além de sua capacidade. Ele saía dizendo com voz de lata: "Não tem registro... Não tem registro..."
Minha análise das técnicas de comunicação do deputado não é completa. Há outros detalhes que me fogem da memória agora, mas posso voltar aqui para comentá-los. Se você viu alguma outra técnica de oratória utilizada, acrescente seu comentário logo abaixo. Limite-se, porém, às técnicas de comuniação que forem úteis para falar em público e negociação. Outras técnicas foram vistas lá dos dois lados, porém não comento aqui porque para aplicá-las você poderia precisar de uma lona ou de um ringue.
Mario Persona

domingo, 17 de julho de 2005

OBRIGADO CONCORRENTES !!!

Quando vi recentemente este título"OBRIGADO CONCORRENTES" em um artigo, me chamou muita atenção;e ao nosso olhar é meio irônico, mais é real então resolvi compartilhar com vcs esse belíssimo texto do grande Fábio Violin.

Nossos concorrentes devem ser vistos de outra maneira, eles podem nos ajudar mais do que se pode pensar.
Geralmente se pensa que os concorrentes são aqueles que devem ser vencidos, superados e que nos atrapalham a vida, mas na realidade eles podem ser mais úteis do que se julga.Uma pequena “oração” mostra como os concorrentes podem ser vistos como fundamentais para nosso crescimento.

Dou graças a Deus por meus concorrentes.Benditos sejam eles que me fazem acordar mais cedo e me esforçar mais durante o dia.Que me impedem de perder meu tempo com coisas que não agregam valor.Que me impõem a necessidade de ser cortes, educado e atencioso com meus clientes, seja em momentos bons ou ruins.Bendito, sejam meus concorrentes que me lembram diariamente que tenho que ser melhor hoje do que fui ontem, e que amanhã terei que ser melhor ainda.Benditos sejam porque me impedem ser preguiçoso e acomodado, que me proíbem ser descuidado com o meu linguajar e minha apresentação pessoal.Dou te graças concorrente, por me mostrar que ao menor erro que eu cometer, você estará lá para ocupar meu espaço.
Obrigado por não me permitir ser retrógrado, saudosista ou demagogo.Que não perde uma única oportunidade para contar aos quatro ventos meus defeitos e falhas, mas que nunca proclama minhas virtudes e acertos.
Obrigado por me fazer entender que o que define o horário do meu trabalho não é o relógio, e sim a disponibilidade do cliente, este que insiste em me alertar que não importa que hora seja ou que problema eu tenha, ele quer ser sempre único e especial a cada vez que me procura.Que me lembra que posso perder tudo o que conquistei a duras penas simplesmente por ignorar a voz do meu cliente, e que anos de bom trabalho podem ruir em pouquíssimo tempo.
Obrigado por me lembrar que meu sucesso ou o seu será influenciado diretamente pela qualidade das pessoas que me cercam e que preciso tratar o ser como humano.Que me impõe a necessidade de ser humilde e atencioso com meu pessoal, para que eles realmente se sintam parte de algo que estamos construindo tijolo por tijolo juntos.Que me faz ver com os teus ou os meus erros que cada cliente é um homem ou uma mulher e não um número ou um bolso o qual tenho que extrair o que puder.Que ser honesto e responsável com meu cliente é uma obrigação e não um favor que faço.
Obrigado por despertar em mim a necessidade de estudar mais, ler mais, ser menos falho e amador.Bendigo-te por mostrar que minha experiência e minha vivência não são suficientes para me diferenciar de ti ou dos outros.Que com sua ajuda busco converter meu dia em algo útil e produtivo para mim e para aqueles que comigo estão.Que Deus lhe de vida longa...

quarta-feira, 13 de julho de 2005

Café da Manhã - O Melhor do Congresso ASTD

Café da Manhã com Leyla Felix do Nascimento e Robson Santarém sobre "O melhor do Congresso ASTD"Tendo participado do Congresso da ASTD Linking People, Learning & Performance que aconteceu em Orlando - EUA, como líderes da delegação brasileira, Leyla e Robson compartilharão o que consideraram como temas importantes entre as quase 300 sessões simultâneas do maior congresso de T&D do mundo: a cultura organizacional e retenção de talentos e os princípios de liderança.
Dia 22 de julho das 8h30 às 11h30
Guanabara Palace Hotel - Av. Pres. Vargas, 392 - Centro - RJ
Taxa de adesão: R$ 45,00
Informações e inscrições:
Clique aqui ou Acesse: www.agenciabrasil.com/oproximo.htm

Encontro mensal da Confraria RH - Rio

:: TEMA MUSICA TERAPÊUTICA: "O som em benefício da saúde - Menos estresse e mais criatividade. Música Terapêutica, teoria e vivencia."
Palestrante Naire Siqueira Compositor, produtor, publicitário e terapeuta musical. Como cantor e compositor, foi artista contratado das gravadoras Chantecler e RGE, gravando músicas de sua própria autoria. Como publicitário iniciou sua carreira na Aquárius. Nos anos 80 fundou sua própria produtora, Lyra Produções Artísticas. Em 1997 lançou Sonergia Music, uma gravadora especializada em música terapêutica. Participou de cursos e workshops sobre o comportamento físico e mental do ser humano. Adquiriu conhecimentos indispensáveis nas áreas de neurolingüística, acústica, física quântica, psicologia e medicina.
:: LOCAL E HORÁRIOData: 19/07 (terça-feira)Início: 18h30Local: Espaço Alma à Rua Santa Luzia, 760 - Cinelândia - RJ
:: INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES:Delaise Pimentel - e-mail: delaise@globo.com - Gratuito

esse cara é fera... já tive oportunidade de conhece-lô e participar de uma palestra... vale a pena...

terça-feira, 12 de julho de 2005

10 conselhos para ter um dia-a-dia sem stress

Veja aqui dicas simples para organizar seu dia-a-dia e minimizar em muito seu Stress.... escrito pela Donna Smallin, autora do livro Organize-se - Soluções Simples e Fáceis para Vencer o Desafio da Bagunça (Editora Gente)...

1.Se você quiser alguma coisa, seja o que for, ponha no papel. Procure ser tão clara e específica quanto possível. Será mais provável atingir seus objetivos se você os escrever.
2.Adquira o hábito de anotar sua lista de "coisas a fazer" no final de cada dia. Dessa maneira, quando chegar ao trabalho, saberá exatamente o que precisa ser feito.
3.Se você passa muito tempo no computador, use um programa para planejar seu dia. Lance mão de sua agenda de papel ou eletrônica para fazer o acompanhamento de compromissos agendados.
4.Preocupe-se apenas com o imediato. Se perceber que está preocupada com alguma coisa que pode acontecer amanhã ou algum dia, concentre-se nas questões de hoje. Cuide de um dia de cada vez e, se mesmo assim ficar estressada, cuide de uma hora de cada vez.
5.Delegue as tarefas mais simples, que não interfiram no cumprimento de suas metas. Assegure-se de comunicar claramente o que deve ser feito, dando instruções simples e concisas. 6.Pergunte a si mesma se você é uma funcionária aplicada ou uma viciada em trabalho. A diferença entre as duas coisas é o estado de espírito. Trabalhar duramente para atingir um objetivo é admirável. Mas os workaholics trabalham tanto porque acreditam que só o trabalho os torna pessoas de valor.
7.Preste atenção no que está fazendo. Quando estiver trabalhando, envolva-se totalmente em sua atividade. Quando estiver com sua família, dê a ela toda a sua atenção e energia. Quando desfrutar momentos de lazer, concentre-se no divertimento. Viva ao máximo cada momento.
8.Programe "férias" diárias. A palavra vacation (férias) vem do latim vacare, que quer dizer estar vazio. Reserve quinze minutos por dia para esvaziar a mente. Diminua o passo, mude o ritmo, volte a atenção para sua respiração e dê a si mesma tempo para ser apenas. Essas pausas silenciosas podem promover soluções para problemas e preocupações.
9.Divida seu dia entre um período de trabalho e um período de recuperação. Use o período de recuperação para guardar papéis, revisar o trabalho do dia e planejar as tarefas do dia seguinte. Isso é tão importante quanto suas horas de trabalho.
10.Use pequenos períodos de tempo para realizar tarefas em vez de esperar pelo dia em que talvez tenha mais tempo. Considere o que pode ser feito em dez minutos.

Para descontrair !!!

Bem pessoal, pra dar uma relaxada... vamos ver algumas piadas sobre nossa querida área... o RH:

Vigia noturno
Um desempregado se candidata a uma vaga de vigia noturno. Ele está na entrevista, e o funcionário do RH explica as condições do cargo:
- A pessoa que estamos contratando deve ter faro, deve sempre duvidar do que ela vê e ouve, e, sobretudo, deve verificar tudo. Ela deverá perceber que algo está errado partindo do princípio que o outro está sempre errado.
O candidato levanta e diz:
- Desculpe, mas este emprego é para minha mulher.
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A FÁBULA DO RH
Um dia, enquanto caminhava pela rua, uma mulher de sucesso, Diretora deRecursos Humanos de uma multinacional, (aquelas que fazem de tudo para vender a imagem de sua empresa aos futuros empregados), é tragicamente atropelada por um caminhão e morre.Sua alma chega ao paraíso e se encontra, na entrada, com São Pedro.- Bem vinda ao paraíso, diz São Pedro! Mas... antes que você se acomode,parece que temos um problema:Você vai perceber que é muito raro uma diretora de recursos humanos chegar aqui e não estamos bem certos do que fazer com você...- Não tem problema, deixe-me entrar. Diz ela, já analisando São Pedro dos pés à cabeça (imaginando seu antigo trabalho). Avaliava S. Pedro como se fosse um candidato e se perguntava se ela o contratar ia para trabalhar em sua empresa.
- Bem que eu gostaria de deixa-la entrar agora mesmo, mas tenho ordens superiores. Assim, faremos com que você passe um dia no inferno e outro noparaíso; então poderá escolher onde passar a eternidade.
- Ora, já está decidido. Prefiro ficar no paraíso, diz a mulher.
- Sinto muito, mas temos nossas regras, primeiro você precisa conhecer os dois locais. E, assim, São Pedro acompanha a diretora ao elevador e desce,desce, desce até o inferno.As portas se abrem e aparece um verde campo de golfe. Mais distante, umbelo clube. Lá estão todos os seus amigos, colegas diretores que trabalharam com ela e grandes executivos de outras empresas, todos em trajes de festa e muito felizes.Correm para cumprimenta-la, beijam-na e se lembram dos bons tempos.Joga uma agradável partida de golfe; mais tarde, jantam juntos num clube muito bonito e se divertem contando piadas e dançando. O Diabo, então, era um anfitrião de primeira classe, elegante, charmoso, muito educado edivertido.Ela se sente de tal maneira bem que, antes que se dê conta, já é hora de ir embora. Todos lhe apertam as mãos e se despedem enquanto ela entra no elevador.O elevador sobe, sobe, sobe, e ela se vê novamente na porta do paraíso,onde São Pedro a espera. Agora é a hora de visitar o céu. Assim, nas 24 horas seguintes, a mulher se diverte pulando de nuvem em nuvem, tocando harpa e cantando. Tudo tão bonito e tão sereno, que, quando percebe, as horas se passaram e São Pedro vai buscá-la.Então, passou um dia no inferno e outro no paraíso. Agora você deve escolher sua eternidade. A mulher pensa um pouco e responde:
- S. Pedro, o paraíso é maravilhoso, mas penso que me senti melhor no inferno, com todos os meus amigos e aquela intensa vida social.Assim, São Pedro a acompanha até o elevador, que outra vez desce, desce,desce, até o inferno. Quando as portas do elevador se abrem ela depara comum deserto, inóspito, sujo, cheio de desgraças e coisas ruins. Vê todos os seus amigos vestidos com trapos, trabalhando como escravos, aguilhoados por diabos inferiores, que estão recolhendo as desgraças e colocando-as dentro de bolsas pretas. O diabo se aproxima e conduz a mulher pelo braço, combrutalidade.
- Não entendo!!
- balbucia a mulher.
- Ontem eu estava aqui e havia umcampo de golfe, um clube, nós comemos lagosta e caviar, dançamos e nos divertimos muito. Agora tudo o que existe é um deserto cheio de lixo e todos os meus amigos parecem uns miseráveis!!!??
O diabo olha para ela, sorri maliciosamente e diz:
- Ontem, estávamos te contratando. Hoje, você faz parte da equipe..."
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Entrevista com um advogado
Aquele advogado recém-formado estava sendo entrevistado para um emprego.
- E quais são suas pretensões salariais? - perguntou o entrevistador, depois de ouvir as longas digressões do candidato sobre a sua própria capacidade de assumir responsabilidades.
- Aproximadamente uns 10.000 reais por mês, mais benefícios. - e com ar todo empertigado, perguntou: - Quais os benefícios que a sua empresa oferece?
- Normalmente férias de 6 semanas por ano, fundo de pensão para complementar sua aposentadoria, um Vectra novo a cada dois anos, cartões de crédito, título de um clube, plano de saúde integral para todos os dependentes e viagem aos Estados Unidos duas vezes por ano.
- O senhor está brincando? - pergunta o advogado.- É claro! Mas foi você quem começou!
hehehehehehehe.... divirtam-se e bom trabalho !!!

segunda-feira, 11 de julho de 2005

Peter Block no Conarh 2005

Peter Block no Conarh 2005

Em sua segunda vinda ao país, o palestrante norte-americano Peter Block apresentará o tema Os caminhos da transformação: agindo no que faz sentido, no CONARH 2005 - 31º Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas. Nesta entrevista, ele defende a busca da praticidade e da racionalização da crítica no trabalho, parte dos pensamentos que serão aprofundados no congresso, marcado para acontecer no Transamérica Expo Center, em São Paulo (SP), de 1º a 4 de agosto.
O que mudou no mundo empresarial desde seu último livro (The Answer to How Is Yes: Acting on What Matters, lançado no Brasil com o título Comportamento Organizacional, pela editora M. Books), publicado em 2002?PETER BLOCK - O mundo empresarial tornou-se mais poderoso em nossa cultura, passou a ser mais economicamente concentrado, em benefício do executivo e do acionista, e em detrimento do cliente e do empregado. Como resultado, o investimento nas pessoas declinou e a função RH está sendo terceirizada e informatizada. Esse é mais um motivo para que as pessoas dediquem sua atenção ao que realmente interessa, executem seu trabalho de uma maneira que tenha significado e não procurem o chefe para aprovação ou como fonte de satisfação.
O pedagogo brasileiro Paulo Freire é citado no livro como leitura obrigatória. Como ele o influenciou?PB - Entre uma centena de outros ensinamentos, Paulo Freire foi muito explícito a respeito do que acontece quando as pessoas são controladas por outros, o que ocorre com muitos de nós na cultura patriarcal em que vivemos. O verdadeiro problema não está naqueles que exercem o controle, mas na maneira pela qual internalizamos a mensagem de que somos deficientes de certa forma, e acreditamos que a origem de nosso sofrimento está em nossa criação. Isso significa que a chave para a transformação está na conscientização a respeito de que o que sempre aceitamos como verdadeiro, na forma com que o mundo funciona, é apenas uma ficção que absorvemos. Esse discernimento nos dará a possibilidade de construir um novo mundo e novas formas de vida organizacional.
Existe uma nova ética empresarial para as companhias globais?PB - Uma nova ética é necessária. A globalização tornou-se a matéria de capa e a racionalização para o novo imperialismo econômico. A globalização americana refere-se à expansão de novos mercados para os produtos americanos, não está preocupada com os benefícios de uma maior conexão entre culturas e na forma de ver o mundo.
A base da sustentabilidade social, econômica e ambiental poderia ser um tipo de modelo para as organizações no futuro? PB - Para que os três resultados sejam autênticos, precisaremos mudar nossa forma de pensar no objetivo essencial das empresas do setor privado. A questão é determinarmos se o objetivo essencial e primário de uma corporação é auferir lucro. Se a resposta for sim, então as preocupações sociais e ambientais serão reduzidas a dispositivos instrumentais para aumentar o lucro. É uma questão de propósito que nenhuma técnica nova será capaz de impactar.
Do envolvimento ao comprometimento: as empresas estão realmente fazendo essa transição?PB - Existem empresas que criaram um futuro através do comprometimento. São raras, mas se isso ocorre em um local em um determinado momento, então é possível para todos nós. E não precisamos de uma concordância completa ou de consenso. A transição não precisa, necessariamente, acontecer em sua empresa como um todo. A única coisa que precisa fazer a transição é nossa própria unidade, aquela parte do mundo que nós controlamos. Quando isso ocorrer, o mundo inteiro terá mudado.O senhor fará ajustes em sua palestra, considerando as diferenças econômicas e a diversidade cultural?PB - Esta é minha segunda visita ao Brasil. A primeira viagem foi sedutora, inquietante e me senti inundado pela cordialidade das pessoas. As idéias que advogo são aplicáveis a todas as culturas, porém a forma com que as expresso é sempre influenciada por meu conhecimento da cultura local. Além disso, quanto mais nos aprofundamos na experiência humana, maior é a conexão entre todos.
Em um mundo tão orientado a buscar resultados a curto prazo, como podemos contrabalançar ações pressionadoras e idealismo?PB - A orientação a curto prazo é uma defesa contra o idealismo e faz a verdadeira diferença. Resultados imediatos e velocidade são opções, não necessidades. É o idealismo que cria um futuro alternativo. Portanto, a questão passa a ser se você quer criar um futuro diferente do passado. Para aqueles que buscam um futuro alternativo, a transição para o idealismo é uma condição essencial. A noção de que um novo amanhã pode ser comprado com velocidade e resultados medidos a curto prazo é uma ingenuidade ou uma máscara para o desejo mais honesto de manter o amanhã exatamente como ontem.

domingo, 10 de julho de 2005

Teste

Você é eficaz nas suas relações, em nível interpessoal?
Se quer ainda ser mais eficaz, realize o teste na página: www.luisbranco.com.
Este eu recomendo!

Recursos Humanos: Fator importante também no campo

O gerenciamento dos Recursos Humanos não é tarefa simples para nenhum negócio. Cheia de desafios e barreiras a serem superadas, o resultado da gestão torna-se gratificante à medida em que se encontra um equilíbrio entre os dois lados: os bons resultados nos negócios e a satisfação e o engajamento dos empregados.

No setor de agrobusiness não é diferente. Em evidência por conta do bom desempenho registrado nos últimos anos e frente ao enorme potencial de crescimento que apresenta, em especial no Brasil, o setor promete um ciclo de expansão acentuada e bastante competitiva; ou seja, um momento especial, determinado por desafios e oportunidades para os gestores de Recursos Humanos envolvidos nesta área.

É comum as pessoas entenderem a atividade rural como uma operação bastante simples, de fácil gerenciamento, onde o principal desafio está em plantar, colher, comercializar a produção e repartir os resultados. De fato, o gestor do campo precisa conhecer todas essas frentes e atingir aí um nível de profissionalismo compatível com os praticados por outras empresas e indústrias dos diferentes setores da economia.

O expertise dos gestores do campo também passa pelo conhecimento da tecnologia envolvida em todo o processo - de técnicas de plantio às práticas do mercado internacional, entendimento das políticas de formação de preços e negociação, habilidade financeira, relacionamento com a comunidade e claro, no gerenciamento de pessoas.
Em comparação com a indústria, podemos identificar alguns caminhos positivos para o gestor do campo. Vale ter em mente que o que todos buscam hoje em dia, independentemente do setor ou localidade, é desenvolver uma capacidade de atrair, reter e motivar os melhores profissionais para atuarem em suas empresas, seja ela ligada ao agrobusiness ou não.
Invista na Comunicação e fortaleça as relações

Saber ouvir é um dom especial, também no mundo dos negócios. Pergunte, provoque a discussão saudável e construtiva entre os seus colaboradores. Além de apontar os problemas, convide-os a participar efetivamente da busca por soluções. Os dois lados precisam estar prontos para lidar com as críticas e adversidades, mas com confiança e disposição para negociar honestamente, os dois lados amadurecerão muito.

Um bom programa de desenvolvimento profissional e o apoio e envolvimento com os membros mais jovens da família de seus empregados são ferramentas que vão fortalecer os laços entre a empresa e a equipe, favorecer relações de longo prazo e gerar fontes preciosas de recrutamento futuro. A relação entre os dois lados também ganha força no desenvolvimento de um trabalho conjunto no universo social e ambiental. Procurar estimular esta consciência, trazer a família de cada empregador a participar deste processo é um trabalho necessário e ainda muito mais latente na visão dos gestores do campo do que os que atuam nos grandes centros.
Remuneração também exige atenção

Dinheiro é assunto sério e todos precisam estar satisfeitos com o resultado final: quem ganha e quem paga. O mais importante é estabelecer uma política de Remuneração, onde estão incluídos salário fixo, variável/bônus, benefícios e demais gratificações. Cada vez mais o que se valoriza é o conjunto e não apenas uma ou outra fatia melhor, sem desprezar nenhum dos elementos.

Então, para quem atua no agrobusiness, gerenciar esta função de Recursos Humanos também é parte fundamental de todo o processo. Defina o quanto antes um modelo de remuneração que garanta a subsistência no curto prazo e atrele o pagamento das parcelas variáveis ao ciclo das culturas, por exemplo. A legislação permite a participação nos lucros e resultados com pagamentos anual ou semestral, além de oferecer excelentes incentivos fiscais pela não-incidência de encargos sociais.

Uma prática de remuneração por resultados estimula a formação de uma consciência de que quando o resultado é positivo, todos ganham; quando o inverso acontece, a responsabilidade também é de todos. Fuja do paternalismo.

Bom Senso e Transparência

Seja claro em seus objetivos e na forma como pretende recompensar o esforço de todos. Parece óbvio? Mas não o é na prática. Então, estude e eleja os indicadores financeiros e de produtividade para a medição dos resultados. Se possível, faça uma avaliação individual e também do grupo em cada área, evite armadilhas que possam comprometer a manutenção do sistema em longo prazo.

Esse mesmo cuidado vale na hora de eleger os benefícios. Escolha um conjunto que combine com seu público e possa efetivamente ajudá-los em seu dia-a-dia. Além de focar no que é essencial, adotar uma política de co-participação na gestão desses benefícios ajuda a aumentar a percepção de valor por parte de quem os recebe.

Outra alternativa de grande motivação é o estudo de uma forma de ganhos de longo prazo, com características específicas para os profissionais chaves de todo o negócio. Uma recompensa dos resultados de longo prazo, como expansão de área cultivada, crescimento de produtividade, abertura de novos mercados etc. Para esta área, o RH deve estabelecer um prazo mais elástico, de dois a três anos, de forma a construir um comprometimento maior', permitindo assim, o alinhamento dos interesses de empregador e empregados e a retenção do pessoal crítico ao sucesso do negócio.

Essas são algumas sugestões que podem ser aplicadas de imediato para quem está avaliando e implementando um Recursos Humanos efetivo para uma realidade diferente dos grandes centros, mas que visa a continuidade do negócio e a satisfação das pessoas tanto quanto qualquer empresa do país. Avalie sua realidade, possibilidades e fraquezas e comece, desde já, a montar uma base forte para sustentar a formação de uma boa equipe, motivada e alinhada aos objetivos do negócio.

sexta-feira, 8 de julho de 2005

O que é, o que é ?

Sempre me pergunto, ou muitas vezes me perguntam o que significam algumas palavras... vamos dar um HELP pro pessoal !!!

Termos, siglas, palavras estrangeiras ...

Benchmarking - Segundo International Benchmarking Clearinghouse (IBC), o benchmarking é um processo sistemático e contínuo de medida e comparação das práticas de uma organização com as das líderes mundiais, no sentido de obter informações que a possam ajudar a melhorar o seu nível de desempenho. Ou seja, é uma técnica de observação e adaptação das melhores práticas das melhores empresas, que, no entanto, não deve ser confundida com a espionagem industrial. A Rank Xerox é considerada a empresa pioneira na aplicação do benchmarking.

Brainstorming - É uma técnica para reuniões de grupo que visa ajudar os participantes a vencer as suas limitações em termos de inovação e criatividade. Criada por Osborn em 1963, uma sessão de brainstorming pode durar desde alguns minutos até várias horas, consoante as pessoas e a dificuldade do tema. Em regra, as reuniões não costumam ultrapassar os 30 minutos. O brainstorming tem quatro regras de ouro: nunca critique uma sugestão; encoraje as idéias bizarras; prefira a quantidade à qualidade; e não respeite a propriedade intelectual. Além de zelar para que todos os participantes (geralmente entre 6 e 12 pessoas) cumpram as regras, o líder da sessão deve manter um ambiente relaxante e propício à geração de novas ideias.

Break-even Point - É o nível de produção ou nível de volume de vendas a partir do qual o empreendimento ou negócio se torna rentável. Qualquer valor abaixo do Ponto de Equilíbrio significa prejuízo.

Budgets - orçamento.

Business Intelligence - conjunto de softwares que ajudam em decisões estratégicas.

CEP - Controle Estatístico de Processo. Metodologia usada para o controle de dados de forma estatística para o aprimoramento contínuo da qualidade.

Cinco S (5s) - Programa de gerenciamento participativo que objetiva criar condições de trabalho adequadas a todas as pessoas em todos os níveis hierárquicos da organização. A sigla 5S deriva das iniciais de cinco palavras japonesas: SEIRI, senso de utilização; SEITON, senso de ordenação; SEISO, senso de limpeza; SEIKETSU, senso de saúde; e SHITSUKE, senso de autodisciplina.

Comitê Draft - Comitê de Planejamento.

Continuous Improvement - (melhoria contínua) Componente essencial no just-in-Time e na Qualidade Total que reflete uma determinação inabalável para eliminar as causas dos problemas. É o oposto da mentalidade de "apagar incêndios".
Core Business - relativo ao próprio negócio ou especialidade no negócio que faz.
CRM - Customer Relationship Management ou marketing one-to-one".
Downsizing - Termo importado da informática que significa redução dos níveis hierárquicos (delayering) ou da venda de negócios não estratégicos em uma organização, com o objetivo de aproximar os níveis operacionais da alta direção . As empresas ganham flexibilidade e perdem burocracia e ficando mais próximas do mercado e dos clientes.

Empowerment - É um conceito de gestão associado ao trabalho de Rosabeth Moss Kanter, professora em Harvard e ex-editora da Harvard Business Review. Segundo a autora, as empresas que dão mais poder e autonomia aos seus trabalhadores são as que estão melhor posicionadas para competir a longo prazo. O meio empresarial parece começar a levar a sério esta recomendação. O caso clássico da aplicação radical do empowerment é o da empresa brasileira Semco, liderada por Ricardo Semler, o autor do livro Maverick e de um polêmico artigo publicado na Harvard Business Review intitulado "Managing Without Managers".
Endomarketing - Marketing interno realizado por meio de um conjunto de ações desenvolvidas para conscientizar, informar e motivar o indivíduo.

Epistemologia - Estudo crítico dos princípios, hipóteses e resultados das ciências já constituídas; teoria das ciências.

Equipes Autogeridas- As self management teams (equipes autogeridas) são compostas por um pequeno número de pessoas que tem a responsabilidade por um processo operacional e os seus resultados. Elas têm os meios para resolver problemas relativos à execução do trabalho e gerem a divisão e o planejamento das tarefas do grupo. Foi um conceito na moda nos anos 70, mas cujo entusiasmo decresceu na última década, visto que os resultados da aplicação nem sempre foram os desejados. Hoje tem novamente mais adeptos, devido à crescente qualificação dos recursos humanos.

ERP - Enterprise Resource Planning ou Planejamento dos Recursos do Negócio.

E-Procurement - a utilização da internet para a automatização dos processos de compra e gestão de bens e serviços necessários à atividade da empresa.

Gestão por Objetivos - Criada por Peter Drucker nos anos 50, a gestão por objetivos (management by objectives - MBO) descreve um sistema de gestão em que os trabalhadores e os gestores definem em conjunto qual é o objetivo final do seu trabalho, como realizar, de que forma será avaliado e qual o tempo necessário à concretização. É uma técnica popular em todo o mundo. Há, no entanto, três críticas clássicas à sua aplicação: os gestores tendem a definir metas pouco ambiciosas ou irrealistas; os objetivos raramente resultam de um processo participativo e descentralizado; e não promove o trabalho de equipe.

Housekeeping - técnica para iniciar e manter os processos de Qualidade e Produtividade Total em uma empresa.

Internet - é a maior rede mundial de computadores, aberta a todos.

Intranet - são as páginas acessíveis apenas dentro de uma empresa.

Extranet - são páginas que ligam a empresa a seus clientes e fornecedores.

Just-in-Time ou JIT - Metodologia com base nas pessoas cuja filosofia é atender ao cliente interno ou externo no momento exato de sua necessidade eliminando tudo aquilo que não adiciona valor ao produto. O objetivo é fornecer exatamente as peças necessárias, nas quantidades necessárias, no tempo necessário para a operação/produção.

Joint venture - Associação de empresas, não definitiva, para explorar determinado negócio, sem que nenhuma delas perca sua personalidade jurídica.
Kaizen - Conceito de administração japonesa que significa aprimoramento contínuo, com bom senso e baixos investimentos envolvendo todos os funcionários de uma organização.

Lato Sensu - Em sentido amplo - Curso extensivo - (Extensão, especialização e aperfeiçoamento).

Lean Prodution - Engloba o conjunto de técnicas desenvolvidas nos anos 70 por fabricantes japoneses, como a Toyota e a Matsushita, para reduzir os custos de produção e aumentar a competitividade. Foi popularizado através do estudo sobre a indústria automóvel do MIT, designado "The Machine that Change the World", que investigou as causas associadas à superiodade dos nipônicos nos domínios da produtividade, flexibilidade, rapidez e qualidade. O conceito de lean prodution é baseado em quatro princípios: trabalho de equipe; comunicação; uso eficiente de recursos e eliminação de desperdícios; e melhoria contínua (a que os japoneses chamam kaizen).

Learning Organization - Criado por Chris Argyris, professor em Harvard, designa por learning organizations (organização em constante aprendizagem) as empresas que aprendem à medida que os seus trabalhadores vão ganhando novos conhecimentos. O conceito é baseado na idéia de Argyris, chamada double-loop learning (quando os erros são corrigidos através da alteração das normas empresariais que o causaram). Em 1990, Peter Senge, professor do MIT, popularizou o conceito através do best-seller The Fifht Discipline - The Art and Pratice of a Learning Organization

Market Share - Participação no Mercado.

MBA - Master Business Administration

Networking - rede de relacionamentos.

Ombudsman - Palavra de origem sueca que significa "o homem que representa os interesses" ouvidor, profissional que tem como missão intermediar a comunicação entre o público e a empresa.

On the job - No dia a dia do Trabalho. Exemplo Treinamentos on the job. Utilizar a rotina, dentro das tarefas práticas de um indivíduo.

Outplacement - Investimento de uma empresa na recolocação de ex-funcionário em outra organização. É uma técnica de gestão de recursos humanos que visa apoiar os trabalhadores dispensados rumo à sua reinserção profissional. As consultoras em outplacement fornecem aconselhamento financeiro e formação em recrutamento e seleção. Há quem prefira criar centros de outplacement internos, que prestam auxílio aos trabalhadores dispensados e aos que são recolocados em novas funções.

Outsourcing - Trata-se de contratar uma entidade exterior à empresa para executar serviços não estratégicos (que não produzem valor acrescentado para os clientes), em vez de os produzir internamente. A grande vantagem reside na redução de custos que tal opção implica. Talvez ainda seja mais importante o fato de o outsourcing libertar mais tempo os executivos para se dedicarem mais às core competence (competências estratégicas) da empresa. O conceito nasceu na área das tecnologias de informação. Tem maior potencial de aplicação em indústrias dinâmicas, em que as pressões para cortes nos custos são mais intensas, nomeadamente nos grupos empresariais que pretendem seguir uma estratégia de integração vertical das suas atividades.

QFD - (Quality Funcion Deployment) Literalmente, Desdobramento da Função Qualidade. Metodologia com base nas pessoas para determinar rigorosamente as necessidades e desejos dos clientes.

Rengenharia - Método usado para reprojetar e reformar sistematicamente toda uma empresa, função e processo. significa um redesenho radical dos processos de negócio com o objetivo de obter melhorias drásticas em três áreas: nos custos; nos serviços; e no tempo.

Sinergia - Refere-se à convicção de que dois mais dois podem ser cinco. Esta é uma não evidência que serviu para justificar as injustificáveis operações de fusão e aquisição que caracterizaram o mundo dos negócios nos anos 80. O conceito de sinergia, introduzido por Igor Ansoff no livro Corporate Startegy, procura provar que duas empresas juntas valem mais do que a soma das duas separadas. Se não existir sinergia (ou se for negativa) não valerá a pena concretizar-se uma fusão ou aquisição. O conceito pode ser aplicado em outras áreas, como alianças estratégicas, joint-ventures, acordos de cooperação, relações das empresas com fornecedores ou clientes e equipes de trabalho pluridisciplinares.

TQC - (Total Quality Control) Literalmente, Controle da Qualidade Total. Sistema criado em todas as fases de uma empresa de manufatura, da engenharia de projeto à distribuição, que busca assegurar "defeito zero" na produção.

TQM - Total Quality Management (Gerenciamento da Qualidade Total). Foi criado em 1985 pela Naval Air Systems Comand para descrever o seu enfoque de gerenciamento ao estilo japonês para o aperfeiçoamento da qualidade.

Turnover - Palavra em inglês, que na tradução quer dizer: rotatividade; movimentação; giro; circulação; medida da atividade empresarial relativa ao realizável a curto prazo; vendas.

Team Building - dinâmica de grupo em área externa, onde os participantes serão expostos a várias tarefas físicas desafiadoras, que são exemplos comparativos dos problemas do dia-a-dia da empresa. Tem como finalidade tornar uma equipe integrada.

Teoria X, Y e Z - Nascidas no final dos anos 50, as teorias X e Y são duas visões opostas sobre a natureza humana e a forma de gerir a força de trabalho. Foram criadas pelo psicólogo Douglas McGregor, do MIT. A teoria X assume que os indivíduos não gostam de trabalhar, a menos que sejam obrigados coercivamente a fazê-lo. A teoria Y defende que as pessoas têm auto-realização no trabalho e que cumprem melhor as suas tarefas se não forem vigiadas por terceiros. A teoria Z, de William Ouchi, é uma variante da teoria Y. Defende que os trabalhadores têm um grau de envolvimento similar ao dos gestores quando existe um sistema de recompensas e incentivos eficaz.

Vantagem Competitiva - Michael Porter demonstrou que as empresas bem sucedidas obedecem a padrões definidos de comportamento que podem ser resumidas em três estratégias genéricas (as fontes de vantagem competitiva sobre os concorrentes):
(1) Liderança baseada no fator custo - Possuir custos mais baixos do que os rivais;
(2) Diferenciação - Criar um produto ou serviço que é visto na indústria como único;
(3) Focalização - Combinar as duas estratégias direcionando-as para um alvo específico.

quinta-feira, 7 de julho de 2005

Pobreza de vocabulário

Poxa... fiquei até triste...hehehe. E eu pensando que estava abalando :(

Nos corredores das organizações, nas reuniões, nas palestras de executivos, alguns termos se tornaram lugar comum, repetidos incansavelmente. A revista Exame dá uma lista desses jargões e frases de efeito que, de tanto uso, já estão merecendo uma aposentadoria na cartilha dos executivos.
Agregar valor "Se queremos que paguem mais por nossos produtos, precisamos agregar valor." Tentativa de encarecer os produtos adicionando algo – muitas vezes, sem que se saiba muito bem como nem o quê
Melhores práticas "Isso permitiu adotar as melhores práticas, reduzindo o custo de implementação e manutenção." Espécie de entidade usada por executivos para justificar mudanças que podem ter saído da sua própria cabeça
Foco no cliente "As empresas com foco no cliente têm preocupação com retenção do cliente." Desde que o mundo é mundo, as empresas existem para atender o cliente. Manter o foco no cliente equivale a algo como molhar a água ou iluminar a luz
Solução "Estratégia da empresa é de oferecer soluções fim-a-fim com mais destaque no mercado." Vender produtos e serviços é coisa do passado. O negócio, agora, é disponibilizar soluções
Colaborador "Nossos colaboradores são considerados como o mais importante patrimônio e principal investimento." Versão politicamente correta do velho e bom funcionário – que colabora em troca do salário no fim do mês
Mudança de paradigma "Com a adoção dessa tecnologia, os colaboradores se conscientizaram para uma mudança de paradigma." Pode designar tanto a invenção do automóvel quanto a troca da máquina de café da diretoria
Fora da caixa "A melhor maneira de pensar fora da caixa é ouvir alguém que esteja fora da caixa." Qualquer idéia que não saia de uma tediosa apresentação em powerpoint
Holístico "O processo holístico de gerenciamento visa integrar as múltiplas funções da organização." Não conseguiu identificar a origem dos problemas da empresa? Tente um approach holístico
Alinhar "Sua estrutura de TI precisa se alinhar ao plano de negócios." Algo como harmonizar. Útil quando o consultor quer disponibilizar uma solução com foco no cliente .
07/07/2005 - Fonte: Revista Exame

Como as Águias

É um texto um pouco conhecido já, mas resolvi deixar registro aqui... escrito por Fábio Luciano Violin.

A águia é uma ave surpreendente e fascinante. Ela pode chegar a viver até 70 anos!
No entanto, aos 40 anos ela está com suas unhas compridas que a impedem de agarrar suas presas, o bico fica alongado e pontiagudo e suas asas envelhecidas dificultam o vôo.
Diante dessa situação ela tem apenas duas opções: morrer ou enfrentar um processo doloroso, sacrificante e difícil de renovação. Assim, ela voa para o alto de uma montanha e em total isolamento dá início a sua renovação.
Começa por bater com o bico contra a rocha até que ele seja totalmente arrancdo. Quando o novo bico então nasce ela o utiliza para arrancar as unhas. Após o crescimento das novas unhas ela arranca as penas velhas. Todo o processo leva em média 150 dias.
O resultado é que ela pode voltar a voar alto, caçar seu alimento e viver por mais cerca de 30 anos!
Esta é uma história que circula pela internet e se pararmos para prestar atenção ela nos ensina muitas lições.
Muitas vezes nos sentimos cansados, desanimados, descontentes com nossa vida, nosso emprego. Por vezes perdemos a nossa “força para voar”. Perdemos a esperança e a perspectiva de dias melhores.
Diante dessa situação temos duas opções: desistimos e nos conformamos ou enfrentamos o tão doloroso, mas, necessário processo de renovação.
Porém, o mundo não para porque temos problemas. Podemos comparar nosso processo de renovação e aperfeiçoamento como o de um avião que precisa ser abastecido e concertado em pleno vôo, ou seja, o mundo não vai parar pelo fato de termos problemas ou necessidade de melhorarmos ou nos renovarmos.
Esta renovação constante é tão importante quanto respirar, aliás é ela que nos faz respirar, ganhar novo ânimo e seguir em frente.
Por mais difícil que seja a jornada de cada um de nós, por maiores que sejam os nossos problemas , angustias e preocupações, é preciso sempre lembrar que as dificuldades são comuns a todos e que alguns simplesmente passam a vida lamentando outros passam a vida realizando.
Seguem algumas dicas práticas:
- Fique pelo menos uma vez por semana sozinho e repense seus passos, repense suas realizações, reveja seus objetivos, reveja como vem conduzindo sua vida pessoal e sua carreira. Tire um tempo para re-alinhar ou reajustar suas metas e objetivos.
- Reveja periodicamente seus conceitos. O que hoje é válido pode não o ser daqui a 3 meses. No entanto, não se torture com os erros, deixe-os para trás, aprenda com eles, mas deixe-os para trás. Isto não significa que você deva cometer novamente os mesmos erros, ou se conformar por não ter atingido seus objetivos totais ou parcialmente. Este exercício serve para repensar sua forma de agir e não como uma forma de auto justificar-se pelas falhas.
- Aprenda com as situações novas e arme-se contra velhos problemas.
- Corte vícios, mesmo que aos poucos, mas corte sempre.
- Perca o medo de assumir-se como ser limitado e que precisa de constante renovação pessoal e profissional.
A vida é uma questão de atitude, o sucesso é uma questão de atitude. Crescer e prosperar são uma questão de atitude. Fazer-se um ser humano melhor...Uma obrigação para conosco e para com aqueles os quais são tão importantes para nós.

quarta-feira, 6 de julho de 2005

As melhores cidades brasileiras para se trabalhar

É pessoal... vamos conferir melhor essa matéria, quando sair a revista Você S/A deste mês....

Edição de julho da revista VOCÊ S/A publica levantamento exclusivo sobre as 100 melhores cidades para trabalhar. Coordenada pelo professor Moisés Balassiano, da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape), da FGV/RJ, a pesquisa analisa municípios com pelo menos 170 mil habitantes.
Este ano, o ranking traz novidades. Ficou mais simples e objetivo com a utilização dos PIBs municipais, e agora está ainda mais concentrado nos indicadores diretos que medem o potencial das cidades em gerar condições para o desenvolvimento de carreiras. São considerados, além da capacidade de gerar emprego, quesitos como oferta de cursos que levem ao desenvolvimento do profissional, a qualidade de vida e o dinamismo da economia local.
As dez melhores cidades são, na ordem: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Belém, Macaé e Fortaleza.
Confira a lista das melhores não-capitais para trabalhar:
Macaé (RJ) Campinas (SP) São José dos Campos (SP) Cubatão (SP) Campos dos Goytacazes (RJ) Betim (MG) Barueri (SP) Ribeirão Preto (SP) São Carlos (SP) Cabo Frio (RJ)
A edição da revista VOCÊ S/A com o ranking das melhores cidades para trabalhar no País chega às bancas no dia 07 de julho
06/07/2005 - Fonte: Maxpress

sábado, 2 de julho de 2005

Bruce Jones: descobrindo o negócio por trás da magia

Bruce Jones, executivo do Disney Institute, foi um dos responsáveis pela transformação da empresa no gigantesco complexo de entretenimento que conhecemos hoje. Falando especificamente sobre serviço ao cliente, Bruce começou reforçando a teoria de Bernd Schmidt sobre o marketing experiencial. Bruce disse que a experiência vivida pelos seus clientes era tudo o que importava para ele e para os "cast members" (funcionários). E mais: essa experiência tinha que ser completa, ou seja, satisfação do início ao fim. Mais do que ressaltar a importância dos bastidores, da eficácia dos treinamentos, da atenção aos detalhes, da antecipação das necessidades dos clientes, da efetividade do "empowerment" e outros chavões e lugares-comuns do atendimento ao cliente, Bruce ilustrou tudo com muita propriedade. Nos fez recordar os agradáveis momentos que toda a platéia, incondicionalmente, viveu em suas visitas ao parque e outras atrações. Ele ainda reforça o fato de que seus clientes, em particular, são muito exigentes devido ao elevado grau de expectativa que têm ao chegar ao parque. Para muitos turistas, trata-se da realização de um sonho de vida! E é uma enorme responsabilidade não só não frustrá-los, mas atender e até exceder suas expectativas.
Os princípios Disney são baseados em quatro fatores:
1. Cortesia: cada funcionário da linha de frente é conhecido como "Membro do Elenco" e deve estar sempre à disposição, pronto para ajudar com um sorriso no rosto. Eles possuem autonomia para resolver problemas por conta própria, e sempre sabem as informações relevantes, não importa o quão estranho possa parecer um pedido. Por exemplo, se um visitante pergunta: "A que horas será o desfile das 17 horas?" Muito provavelmente ele quer saber a que horas o desfile que começa às 17 horas, passará por aquele ponto do parque onde ele se encontra.
2. Eficiência: todos os colaboradores trabalham enquanto os outros se divertem, faça sol ou faça chuva. Existe uma enorme infra-estrutura sob o parque que liga os diversos pontos através de túneis, de forma que nada que seja relacionado às operações internas do parque seja aparente para os visitantes. "Teamwork" e treinamento são outros elementos primordiais deste fator.
3. Segurança: a Disney é muito rígida com isso e não permite que crianças entrem em atrações não recomendadas à sua idade/altura. Mas são hábeis em tornar uma experiência que poderia ser negativa para a criança em uma experiência positiva. Em uma das atrações mais procuradas, há um elevador de hotel que despenca de uma altura de quase 100 metros. Muitas vezes uma criança, inconsolável por não atender os requisitos para entrar no brinquedo, ganha como compensação o privilégio de desempenhar o papel de "camareiro" do hotel fantasma, com fantasia e tudo, conduzindo seus familiares ao longo dos corredores até a atração principal.
4. Show: deve ser sempre perfeito, sempre preservando o estilo Disney, jamais permitindo que os atores bebam, fumem, masquem chicletes ou se sentem no cenário, tudo para garantir a sensação da fantasia e do sonho. Uma das linhas de sua estratégia é expandir o produto. Na Disney, as atrações não são o único foco de atenção na busca da melhoria, eles expandem o produto de forma a envolver toda a experiência do visitante com a Disney, incluindo o estacionamento, a bilheteria, os traslados, as filas de espera, tudo. Ele cita, por exemplo, que é muito comum alguns visitantes esquecerem onde estacionaram os carros, principalmente os alugados, embora os monitores digam o tempo todo: "Goofy 32, você parou no Goofy 32, não se esqueça!!", durante o traslado do estacionamento à entrada do parque. Muitas vezes, a emoção e excitação são tão grandes que chegam a esquecer o carro ligado! Garantir a satisfação até o final, envolve, inclusive, evitar que todo o esforço despendido ao longo do dia para mantê-lo alegre e satisfeito não seja perdido no final por causa de um problema como este. Por isso, uma complexa logística de ocupação de vagas, orientado pelos funcionários, à medida que os clientes chegam com seus carros, permite uma rápida localização do carro se o cliente souber aproximadamente a hora que chegou ao parque.
Outra linha citada por Bruce é cultivar a "cultura do fanatismo pela qualidade no atendimento". Eles já chegaram a calcular o número médio de passos que uma pessoa dá na procura por um cesto de lixo até que perca o senso de culpa e jogue o lixo no chão. Por isso, a cada 100 metros existe uma cesta de lixo. Mesmo assim, há um enorme contingente de limpadores. Eles ficam rodando o dia inteiro pelos parques, justificando o fato do item "limpeza" ser mais lembrado pelos visitantes do que as próprias atrações.
A Disney procura fazer o cliente sentir-se VIP (não, não é Very Important Person, é Very Individual Person, para ele). Significa fazê-lo sentir-se único, especial, o que ele ilustra com outro exemplo: É muito fácil encantar o cliente que visita o parque pela primeira vez. Ele chega e diz "Oh! O Castelo da Cinderela!". Mas o visitante que vem ao parque pela quinta vez, provavelmente diria "Ora, o castelo novamente...". O desafio da Disney é criar, através de pequenos detalhes, alguns diferenciais que possam ser notados por aqueles que já não se entusiasmam mais com o tradicional, como por exemplo, os quadros de mosaico que contam a história da Cinderela, localizados dentro do castelo.
Bruce explicou sobre a "Guestology" ou "Convidadologia". Trata-se de um conjunto de técnicas e práticas usadas para conhecer melhor seus clientes (leia-se "convidados"). Eles criam mecanismos para permitir que todos os funcionários que tenham algo de valioso sobre atendimento ao cliente compartilhem com os demais. Usam a criatividade para tornar experiências negativas em positivas e tem a coragem e a intimidade para tratar o cliente como se o conhecesse intimamente há anos.
Enfim, o negócio da Disney não é proporcionar entretenimento. O negócio deles é proporcionar felicidade e todas as suas operações giram em torno dessa visão. Eles sabem que as pessoas exercem um papel fundamental. Segundo o próprio Walt Disney: "Você pode sonhar, projetar, criar e construir o lugar mais maravilhoso do mundo, mas é preciso pessoas para tornar o sonho realidade".

Por Marcos Hashimoto