domingo, 26 de fevereiro de 2006

Durante entrevista, a primeira impressão pode enganar você!

Você já deve ter ouvido a frase: "A primeira impressão é a que fica". O importante, no entanto, é ter consciência de que nem sempre ela lhe dará a sinalização correta sobre o melhor caminho a tomar, principalmente no campo profissional. Rotina leva ao imediatismo Nos dias atuais, é bastante comum a necessidade de se resolver tudo muito rápido. Os prazos são cada vez mais curtos e o trabalho se acumula na sua mesa. Em casa ou no trabalho, a rotina se repete. Alternando rapidamente os canais de TV, você observa o que lhe interessa ou não em poucos segundos. No mundo da internet, consegue identificar os assuntos que lhe despertam a atenção em pouquíssimo tempo de visita a um site. E outros muitos exemplos existem, é só observar o seu dia-a-dia. Mas será que dá certo encarar dessa forma também as relações humanas? Será que um selecionador pode julgar se um candidato se enquadra ou não à sua vaga nos primeiros minutos da entrevista? E o candidato, consegue mesmo avaliar rapidamente se a empresa lhe interessa? Dê mais tempo à sua observação Não há como negar que durante uma entrevista é preciso que tanto o candidato quanto o selecionador estejam abertos à observação, visando "perceber" e "identificar" tudo aquilo que lhes levará à decisão. De um lado, a aparência do candidato, a postura e a segurança ao se expressar causam impacto (positivo ou negativo) e são motivo suficiente para caprichar muito neste quesito! Já do outro, uma empresa bem estruturada dá ao candidato a certeza de estar no lugar certo. Mas... é preciso lembrar que isso tudo não basta. O ideal é somar esta "percepção aguçada" a outros fatores, que aparecerão com o tempo: o selecionador deve ouvir o candidato, de forma imparcial, coletando o maior número possível de informações que lhe fornecerão elementos valiosos para a decisão final. Já o candidato deve se sentir à vontade para esclarecer suas dúvidas, obter maiores informações sobre a vaga e apurar dados que lhe façam sentir maior segurança para dar novo passo na carreira. O ponto é: a primeira impressão geralmente fica, e empolga, tanto positiva como negativamente. Mas nem sempre ela é a correta. Portanto, fique atento!
Info Money

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

Abram o olho!!!

Distribuir panfletos pode gerar vínculo empregatício - 14/02/2006 - Folha de SP

Em decisão recente, a 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo definiu como relação de emprego a situação de um trabalhador que distribuía panfletos, porque a prestação de serviços era habitual, subordinada e remunerada. “Na verdade, o Tribunal assim decidiu porque o trabalhador comprovou que cumpria com todos os requisitos previstos em lei para caracterizar vínculo empregatício”, afirma Crislaine Simões, advogada trabalhista da Innocenti Advogados Associados.
Ela enumera quais requisitos caracterizam o vínculo empregatício e que também embasaram a decisão do TRT:
-Ser pessoa física
-Trabalhar com habitualidade
-Trabalhar para uma pessoa jurídica
-Receber salários e depender economicamente do empregador
-Receber ordens
-Não poder se fazer substituir
A advogada observa que existem outros indícios que podem caracterizar o vínculo empregatício como a fiscalização do horário de trabalho, a necessidade de dar satisfação em caso de falta ou se chegar atrasado, a exclusividade para uma única empresa ou a realização da atividade-fim da empresa.
Ainda sobre a decisão do TRT, Crislaine comenta que ela é um tanto quanto incomum, porque no geral os entregadores de panfleto recebem por dia trabalhado e não têm necessidade de cumprimento de horário, por não ter ninguém fiscalizando.
Ela pondera que o fato de a empresa que está fazendo a propaganda indicar os pontos nos quais entende serem os melhores para a captação de clientes não configuraria vínculo empregatício.
“Mas, se o trabalhador deixa de ir e não pode indicar alguém que o substitua, o trabalho passa a ser pessoal porque exige a sua presença física. Logo, ele é empregado”, finaliza a advogada.