domingo, 5 de outubro de 2008

Resiliência - A Rapidez De Se Levantar Após A Queda

Você perdeu o emprego, seu cônjuge pediu o divórcio, algo catastrófico ocorreu para você (acidente, morte de um ente querido, um crime, enchente ...) Como você reage a isto?

Você certamente irá sofrer porque a nós nos foi ensinado que coisas deste tipo nos provocam dores. Você se afunda em si mesmo e pode até chegar a afirmar “que está no fundo do poço”.

Para mais, a sociedade como um todo (pais, amigos, parentes, professores) nos ensina que acontecimentos ruins como o erro, a falha ou o fracasso também são coisas horríveis. Mas ninguém nos ensina como aprender com eles e vislumbrar novos caminhos para nos tornarmos melhores, se as coisas vierem a se repetir.

Imagine-se agora ocupando um cargo de alta gerência ou superior em uma organização líder de mercado. Certamente você estará sofrendo pressões, cobranças, sobrecarga de tarefas, medo de desemprego e “otras cositas mas” oriundas da globalização e da nova economia. E como você reage a isto?

Em qualquer destas situações acima, citadas apenas como exemplos, iremos reagir de acordo com nossas crenças e nossos valores. Mas, o que devemos ter em conta, que é pela mente que iremos perceber tais fatos. E estes fatos irão gerar respostas após serem “filtrados” pelas nossas mentes.

Portanto, nossas reações boas ou ruins vão depender de como nossa mente interpreta o evento ou a situação. E isto é algo individual, ou seja, cada ser humano reage de uma maneira. Assim sendo, o estresse pode ser compreendido como a forma de se perceber cada fato ou evento. O que para uns pode representar um risco ou uma fonte de estresse, pode não ser para outros. O que pode, para uns, representar um risco em um determinado momento de suas vidas, pode não sê-lo em outro momento.

A diferença está em nossa reação. A vivência de algo negativo nos ensina a reagir de forma diferente e mais serena caso o mesmo evento venha a se repetir, o que faz com que não tenhamos as mesmas reações. E não iremos tê-las porque nos adaptamos, nos reajustamos e aprendemos a reagir de forma mais inteligente para não chegarmos, novamente, “ao fundo do poço”.

Esta capacidade humana tem o nome de resiliência. É uma palavra oriunda da Física e definida como a propriedade pela qual a energia armazenada em um determinado corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora de uma deformação elástica (Dicionário Aurélio), ou seja, a capacidade de um corpo voltar ao seu estado normal após ter sofrido uma pressão (deformação) que foi removida.

Em Ciências Sociais, a resiliência é “uma qualidade de resistência e perseverança da pessoa humana face às dificuldades que encontra..

Em Medicina, é “a capacidade que o indivíduo tem de resistir, por si próprio ou por medicamentos, a uma doença, infecção ou intervenção”.

Em Biologia, é “a capacidade que a natureza tem de se reorganizar após passar por uma situação de devastação).

Em Psicologia é “a capacidade que o ser humano tem em superar situações adversas (perdas, estresse, crises) com o mínimo de disfuncionalidade no seu comportamento, adaptando-se ou ajustando-se à nova situação”.

O Dr.Alberto D’Auria nos fornece o seguinte exemplo: “um indivíduo submetido a situações de crises, estresse ou perdas e que sabe vencer sem lesões severas (rachaduras) é um resiliente Já aquele(a) que não possui resiliência é chamado(a) “homem ou mulher de vidro”, que se “quebra” ao ser submetido a pressões e situações estressantes. A idéia de resiliência pode ser comparada às modificações da forma de uma bexiga parcialmente inflada: se comprimida, adquirindo as formas mais diversas e retornando ao seu estado inicial após a remoção das pressões exercidas sobre a mesma”.

Já Tavares, define resiliência como “a capacidade de responder de forma mais consistente aos desafios e dificuldades, de reagir com flexibilidade e capacidade de recuperação diante de desafios e circunstâncias desfavoráveis, obtendo uma atitude otimista, positiva e perseverante e mantendo um equilíbrio dinâmico durante e após os embates”.

Deste modo, resiliência é a capacidade que o indivíduo possui em saber lidar com pressões e situações difíceis e adversas, sem prejuízo de sua saúde física e de seu equilíbrio emocional. Quem é resiliente consegue recuperar-se após vencer cada desafio. E, quanto mais resiliente é a pessoa, menor será o índice de doenças e maior será seu desenvolvimento pessoal.

Resiliência significa equilíbrio entre tensão e capacidade de lutar, além de servir de aprendizado para estarmos preparados quando outra situação adversa acontecer. Pessoas resilientes abrem-se para outro nível de consciência.

Atualmente, várias organizações têm fornecido ferramentas e treinamentos nesta área, pois aquele colaborador que não desenvolve a resiliência poderá apresentar queda de produtividade e desenvolvimento de doenças. Com isto, todos os colaboradores e líderes terão a oportunidade de aumentar o conhecimento de si mesmos, mudar suas respostas, tanto comportamentais como emocionais, diminuir a ansiedade e o estresse frente as adversidades e aumentar sua confiança quando incertezas se fizerem presentes.

COMO DESENVOLVER E/OU AUMENTAR A RESILIÊNCIA

O Dr. Alberto D’Auria fornece as seguintes orientações:


  • mentalizar seu projeto de vida, mesmo que não possa ser colocado em prática imediatamente. Sonhar com seu projeto é confortante e reduz a ansiedade;
  • aprender e adotar métodos práticos de relaxamento e meditação;
  • praticar esporte para aumentar o ânimo e a disposição;
  • procurar manter o lar em harmonia, pois isto representa “o ponto de apoio para recuperar-se”;
  • aproveitar parte do tempo para ampliar conhecimentos, pois isto aumenta a autoconfiança;
  • assumir riscos (ter coragem), pois não adianta brigar com os problemas mas enfrenta-los para não ser destruído por eles;
  • tornar-se um(a) “sobrevivente” repleto(a) de recursos no mercado de trabalho;
  • usar a criatividade e a imaginação para quebrar a rotina e mudar seus hábitos para resolver situações imprevistas, adversas e delicadas;
  • transformar-se em um otimista incurável, visualizando sempre um futuro bom e melhor;
  • apurar o senso de humor (desarmar os pessimistas);
  • separar bem quem você é e o que você faz;
  • permitir-se sentir dor, recuar e, às vezes, enfraquecer para, em seguida, retornar ao seu estado original.

VANTAGENS

O desenvolvimento da resiliência pode proporcionar ao ser humano as seguintes vantagens:


  • permitir nossa reciclagem pessoal através da renovação de nossas energias e da reintegração ou ajustamento à uma nova realidade;
  • fornecer a oportunidade de curar velhas feridas;
  • descobrir novas formas de lidar com a vida e de nos organizarmos de modo mais eficaz;
  • melhor preparação para lidarmos com pressões;
  • fornecer meios de reduzir pressões desnecessárias, reconhecendo como são criadas e mantidas;
  • desenvolver a capacidade que cada um tem de se adequar e flexibilizar às situações sem perder seus objetivos.

A resiliência fortalece o desempenho mantendo as habilidades e competências necessárias para que o indivíduo continue seu aprendizado, seu desenvolvimento e ascenção de sua carreira profissional.

CARACTERÍSTICAS DA PESSOA RESILIENTE

Para Frederic Flach, as características da pessoa resiliente são:
  • capacidade de aprender;
  • auto-respeito;
  • criatividade na solução de problemas;
  • habilidade em recuperar a auto-estima quando diminuída ou temporariamente perdida;
  • independência de espírito: autonomia;
  • liberdade e interdependência;

habilidade de fazer e manter amigos; disposição para sonhar; bom senso de humor; grande variedade de interesse. Já, para Eduardo Camello, autor do livro “Supere – A arte de lidar com as adversidades” (Ed. Gente), são reslientes as pessoas que possuem uma combinação das seguintes qualidades:


  • são bastante confiantes: acreditam em si mesmos e naquilo que são capazes de fazer;
  • gostam e aceitam mudanças: encaram as situações de estresse e adversidades como desafios a serem sempre superados;
  • têm baixa ansiedade e alta extroversão: são abertos a novas experiências e formas de fazer as coisas. Nunca desanimam:
  • têm autoconhecimento e auto-estima positivos: conseguem administrar seus sentimentos e suas emoções em ambientes imprevisíveis e emergenciais;
  • são emocionalmente inteligentes: conhecem suas emoções, sabem administrá-las, conseguem automotivar-se, reconhecem emoções em outras pessoas e sabem manejar relacionamentos;
  • são altamente criativos: procuram constantemente por inovações. Não se conformam com a monotonia;
  • dispõem de uma eficaz capacidade de resposta: mantêm altos níveis de clareza, concentração, calma e orientação frente a uma situação adversa.

Comece a prestar mais atenção a você mesmo quando situações adversas, como um acontecimento do passado lhe trouxer lembranças amargas ou ser acometido por uma doença ou uma perda, ou ... e você ficar “para baixo” ou deprimido. Este é o momento que a vida está lhe dando para saber, realmente, se você é resiliente ou não.

Ou, como afirma Kelly Young: “o problema não é o problema. O problema é sua atitude com relação ao problema”.

Notou a diferença?

ogerente.com.br

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Seja criativo na hora de motivar seus funcionários

"Existem formas simples e de baixo custo para gerir a motivação dentro do grupo e manter o time integrado"
Após trabalhar com vendas por quase vinte anos, tornei-me especialista em treinar profissionais e gestores desse setor para atuarem de forma efetiva no mercado profissional. Além disso, para transmitir meu conhecimento aos dirigentes das empresas, passei a ministrar palestras como forma de orientá-los dentro desse mercado. Durante esses treinamentos, entre todas as dúvidas que surgiam sobre gestão de funcionários, constatei que uma era freqüente: Afinal, qual é o segredo para obter o melhor desempenho da equipe utilizando poucos recursos?
A prática motivacional ganha cada vez mais importância dentro das empresas no séc. XXI. Disputas entre equipes, premiações e ascensões profissionais são práticas cada vez mais utilizadas para incentivar a produtividade dos funcionários nas organizações. Há executivos que adotam a condição de gestores de performance para suas empresas e colocam em prática planos complexos com custos elevados para motivar a equipe, mas essas práticas exigem mais recursos financeiros e nem sempre são eficazes para aumentar a produtividade. Além disso, o que boa parte dos empresários não sabe é que existem formas simples para gerir a motivação dentro do grupo e manter o time integrado. Uma idéia interessante é apostar no talento de seus próprios funcionários dentro ou fora da empresa, ou seja, investir no hobby de cada um ou em algo que dê a eles prazer em ser feito.
Um exemplo de uma execução bem sucedida dessa idéia é o gerente de operações da DQ&A, Bruno Minervino, que tem como hobby competir em campeonatos de Kart. Ao perceber que Bruno voltava das corridas com as energias renovadas, mostrando uma motivação fora do comum, concluí que poderia utilizar esse seu hobby como uma forma íntegra de motivá-lo, pessoal e profissionalmente. Assim, ao invés de continuar a tentar incentivá-lo com prêmios como viagens e produtos pessoais - que muitas vezes não eram de seu interesse - passei a investir no que dava ao nosso gerente um prazer pleno: o Kart.
O sucesso desse projeto surpreendeu todos da equipe, inclusive a mim. Após essa ação bem sucedida, implementei a mesma receita com o restante da equipe e atribuí projetos individuais, de acordo com a especialidade de cada profissional. Além do patrocínio das corridas de Kart, implantei outras idéias de baixo custo na empresa, como a criação de mini-projetos que envolvem ações que vão desde a decoração do novo escritório, realizada por todo o grupo, à escolha - por parte da equipe - de uma escola de idiomas para estudarem outras línguas. Como reflexo disso, os funcionários desenvolveram outras idéias, como a montagem das apresentações promovidas pela empresa e até eventos de finais de semana, sempre com o objetivo maior de promover a união e o melhor desempenho do equipe no ambiente de trabalho.
Com esses projetos, minha intenção era implantar ao máximo o conceito de liderança servidora, ou seja, atribuir a cada membro da equipe uma responsabilidade fora da sua rotina de trabalho, o que por sua vez reflete em um sentimento de satisfação pelo fato do funcionário sentir-se parte da empresa. Com isso, além de funcionários mais motivados, tive uma surpresa no fim do mês, quando a produtividade teve um aumento significativo e os gastos com a equipe foram reduzidos abaixo dos valores esperados, pois além de manter minha equipe unida, a empresa pode ser conhecida como uma organização que investe em esporte e em lazer.
As técnicas de liderança servidora, quando bem implantadas, não só aumentam a satisfação e produtividade dos funcionários, como também trazem grandes benefícios diretos para a empresa. Um bom exemplo ocorre quando eu envio profissionais da área de operacionalização para representar a empresa em eventos ou reuniões de negócios. O ato de delegar essa responsabilidade nas mãos desses funcionários já os deixa confiantes. Já para a empresa, os resultados são tão positivos quanto para esses membros da equipe, pois com mais representantes no mercado a nossa marca pode ser disseminada com maior abrangência.
Fui considerado pela matriz da minha empresa o profissional certo para motivar a equipe, porém acredito que esse papel pode e deve ser exercido pelo funcionário mais capacitado, sendo ele gestor ou não. Basta apenas conhecer muito bem o grupo. Motivar a equipe vai além de presentear os funcionários; é uma técnica que deve ser implantada por um profissional experiente no ramo e focado no projeto certo. Afinal, na hora de manter a equipe unida e empenhada com o trabalho em grupo, gastar muito nem sempre é a melhor solução.
Dominic de Souza

domingo, 13 de julho de 2008

Prazer é fundamental!!!

Você já parou para pensar por que trabalha? Se não fez, tente agora enumerar três razões, não mais que isso. Se prazer não está entre nenhuma dessas três razões, você está roubado. Roubaram a sua vida e você não percebeu...

Pense o seguinte: descontando as horas de sono, você passa 80% da sua vida trabalhando ou envolvido em atividades relativas ao seu trabalho. Dos 20% restantes, pelo menos 15% são gastos em mera sobrevivência, o que inclui tudo o que mantém você apto para trabalhar. Sobraram 5% para o seu prazer - é um número irrisório se comparado com os 80% que você passa trabalhando. O pior é que trabalho sem prazer cansa, esgota. E o prazer, por pura falta de energia, fica sempre postergado para o dia seguinte.

O prazer no trabalho é o que existe de mais fundamental em sua vida. Não somente para sua qualidade de vida, mas porque ele é o seu termômetro de sucesso dentro daquilo que você faz. Trabalhando com prazer, você tem sucesso garantido. Com desprazer, você estará condenado a continuar fazendo o que faz pelo resto da existência - se não for demitido antes, por ineficiência numa reestruturação.

Prazer é a razão da nossa existência - na verdade, é a maneira pela qual a natureza nos indica que estamos no caminho certo. Tudo o que você fizer que seja a favor da sua natureza será retribuído com uma sensação prazerosa. Da mesma forma, tudo o que fizer que discorde dela logo lhe será cobrado. Primeiro aos poucos, mas se você insistir, a multa será pesada. (Está percebendo a origem dos enfartes?)

O prazer é fundamental para sua saúde. A sensação de prazer (aquela que a natureza quer que tenhamos) é ativada, entre outras, por uma substância conhecida como endorfina. Lembra daquela sensação de plenitude e bem-estar que a maioria das pessoas sente após a prática de esportes? Pois é a endorfina que a provoca. A endorfina, em conjunto com outras substâncias produzidas pelo organismo, reduz nossa pressão, diminui nossos batimentos cardíacos, é relaxante. A adrenalina, por sua vez, é a substância que nos prepara para enfrentarmos situações de perigo. Na floresta, diante de um leão, é a adrenalina jogada no sangue que faz você sair em disparada. Ela é fundamental para manter nosso pique, nosso entusiasmo e nosso prazer. Mas a adrenalina, tão vital para nossa sobrevivência (até para que tenhamos prazer), torna-se a grande assassina quando em excesso. Ela aumenta a pressão e os batimentos cardíacos, excita-nos angustiantemente e, por fim, destrói-nos. O equilíbrio das várias substâncias produzidas pelo organismo, ao contrário, aguça nossa inteligência e aumenta nossa produtividade. Como? Você consegue pensar direito quando está de cabeça quente? Quem decide melhor numa situação de incêndio: o calmo ou o desesperado? De novo, estamos falando de equilíbrio. Você não pode ser tão calmo a ponto de deixar o fogo queimá-lo vivo. Nem tão desesperado a ponto de pular pela janela. Realize coisas que lhe provoquem prazer e seu organismo vai agradecer produzindo adrenalina, endorfina e outras "inas" na quantidade certa.

O prazer é fundamental para o seu sucesso. Você pode não estar ligando muito para sua saúde, mas se está preocupado com seu futuro profissional é bom tomar consciência de algumas realidades. Nos dias de hoje, de concorrência exacerbada e crescente no ambiente de trabalho, é indispensável um aprendizado constante, mesmo para quem não está (ou acha que não está) empenhado em obter sucesso no trabalho. Adquirir conhecimento, sempre e cada vez mais, é algo inevitável simplesmente para manter a sua empregabilidade. Se você não sente prazer no que faz todos os dias, será muito difícil encontrar ânimo para aprimorar-se profissionalmente. E aí...

Infelizmente, nossa cultura está descobrindo tardiamente a importância do prazer. Valores externos nos forçaram a buscar atividades profissionais desvinculadas de nosso prazer. Afortunados foram aqueles que tiveram ou têm a oportunidade - e a felicidade - de seguir carreiras afinadas com aquilo que realmente gostavam ou gostam de fazer. Mas e os demais? Provavelmente desperdiçaram ou estão desperdiçando suas vidas. Constatar essas realidades é correto, mas não é prático: infelizmente, não podemos mudar o mundo. Mas podemos, sim, nos adaptar a ele, e é nesse sentido que temos de agir. Veja como:

Passo no 1 Defina sua situação prazerosa de hoje - ou seja, o que lhe traz satisfação;

Passo no 2 Defina suas áreas de prazer, aquelas que concordam com a sua maneira de ser;

Passo no 3 De hoje em diante, oriente sua vida buscando sempre as áreas prazerosas. É lá que está o seu futuro.

Se você já está atuando numa área que lhe traz prazer, luz verde: é por aí mesmo que deve prosseguir. Se esse não for o caso, é preciso fazer um projeto real de mudança - e enquanto você não conseguir tomar outro rumo, enquanto tiver que aturar uma situação desprazerosa, por causa do dinheiro no fim do mês ou porque está esperando ser chamado para uma área prazerosa, não entre em desespero: invista nos prazeres paralelos. Eles existem - e vão ajudá-lo muito a fazer sua travessia.

Os prazeres paralelos são aqueles que quase todo ser humano, de certa forma, é capaz de sentir. Eles não são fortes como os prazeres atávicos (sobrevivência, criação, alívio após a dor, por exemplo), mas funcionam da mesma forma. Na verdade, fazem parte do dia-a-dia e muitas vezes não são sentidos porque não prestamos atenção neles. Veja a relação abaixo, elimine alguns e acrescente outros. Depois faça sua própria lista de prazeres paralelos:

O ponto final, o diploma, a última telha, o cruzar a linha de chegada. Tudo isso gera momentos de efetivo bem-estar e nos estimula a continuar vivendo. Quando terminamos algo de certa magnitude gostamos de comemorar o evento. Pode ser muito bom também terminar uma etapa, uma tarefa, um projeto simples, um livro, um capítulo, uma página.

Depois do prazer de terminar vem o prazer de "fui eu quem fez". Esse é o prazer que nos dá orgulho de ter realizado algo.

É a sensação agradável de ser uma das engrenagens que faz o relógio funcionar. É bom saber que algo feito por você teve essa ou aquela utilidade na realização dessa ou daquela tarefa. Melhor ainda é sentir-se indispensável.

Esse é um prazer de baixa densidade, mas de muita potência e duração. É sentido por aqueles que conseguem fazer com que suas vidas não passem em branco. Eles deixam suas marcas em benefício da coletividade - dedicaram tempo, energia e trabalho a coisas separadas de seus interesses individuais.

Quando você se aprimora, seja no que for, pode sentir-se muito bem - é só prestar atenção e dar-se crédito pela melhora que fez. Não fosse este prazer, seríamos todos ainda como os outros animais: eles têm um corpo com pouca ou nenhuma inteligência. Nós temos inteligência que, se bem usada, pode tornar o corpo mais eficiente.

Toda criança vai logo correndo contar aos pais uma coisa nova que aprendeu. Além da sensação de prazer, o saber nos dá também uma sensação de orgulho.

Prazer discreto, mas de suma importância: ele gera autoconfiança, amor-próprio, o sabor de sentir-se competente em algo.

Ser desonesto agride, altera o curso normal das coisas. E esse "alterar" um dia será cobrado. Prazer em ser desonesto? Posso ser tachado de incorrigível otimista, mas não acredito que seja possível.

Aqui os orientais chegam aos extremos de prazer. Nós ocidentais não chegamos a tal, mas não deixa de ser muito gostoso quando, mesmo com desprazer, conseguimos fazer aquilo que era esperado de nós.

Reúna alguns desses prazeres paralelos. Adicione mais alguns só seus e acrescente um pouco do seu saldo de poupança prazerosa. Então enfrente um desprazer com a vontade de subjugá-lo. Suas chances de sair vitorioso serão maiores ainda.

E se você sente que a sua atividade atual é desprazerosa? Vale a pena perder um pouco de tempo analisando-a. Numa primeira fase, desmembre-a em subatividades. Será mesmo que são todas desprazerosas? Talvez você descubra que apenas alguns componentes são realmente negativos. E dentro dessa listagem é muito provável que você encontre algumas atividades, ou até mesmo muitas, que normalmente lhe dão prazer. Ao enfrentar uma tarefa desprazerosa, não se esqueça de observar algo de extrema importância: se outros têm prazer nisso, por que eu não poderia ter? É possível que você passe a gostar daquilo que a princípio parecia muito ruim. Eu já vi muita gente dizer que detestava certa pessoa, que não suportava sua presença e, depois, viver uma excelente relação com ela. Na verdade, é possível vivenciar o grande prazer de saber que estávamos errados.

Prazer é energia. É aquela energia que transforma o difícil em fácil e o impossível em possível. E se você está descobrindo isso agora, corra atrás: é fundamental para o seu trabalho, para o seu sucesso e para você ter uma vida que valha a pena ser vivida.

Flávio de Almeida Prado

Pensamento

“Se você tem prazer no que faz, você nunca vai ter que trabalhar na vida”. Confúcio (600 a C.)

terça-feira, 8 de julho de 2008

DICAS PARA UMA BOA ENTREVISTA

- Chegue na entrevista pelo menos 15 minutos adiantado.
- Traga seu CV impresso e atualizado. Inclua o tempo que trabalhou em cada empresa e as atividades que desenvolveu.
- Desligue o seu celular assim que chegar para a entrevista. Ligações poderão ser atendidas em caso de urgência, mas avise a consultora.
- Durante a entrevista fale de forma clara e objetiva e não fale alto. Espere a sua vez e responda às perguntas com sinceridade.
- Olhe sempre nos olhos da Consultora. Não fique inquieto na cadeira e procure não gesticular demais, isso pode demonstrar insegurança e ansiedade.
- Não fale mal da empresa em que trabalhou ou do ex-chefe. Toda experiência profissional é válida.
- Não use gírias e cuidado com os erros de português. A entrevista deve ser considerada uma conversa formal.
- A boa apresentação é muito importante, mas você não precisa comprar roupas novas e nem ir ao cabeleireiro. Algumas dicas:. As mulheres deverão se apresentar de maneira discreta, com cabelo arrumado, unhas feitas, maquiagem leve, pouco perfume e roupa social (nada de transparência, saia ou vestido curto, roupa justa e decotes). Os homens deverão se apresentar em traje social, barbeado ou com barba aparada, unhas e cabelo arrumado.
- O seu endereço de e-mail é o seu cartão de visita, por isso crie sua conta de e-mail utilizando o seu nome.
Boa Sorte

sábado, 28 de junho de 2008

Saia da área, RH!

Esse é o alerta do guru americano Dave Ulrich. Só é possível entregar resultados para o negócio quando os desafios do RH estiverem além do departamento

Ele tem mais de 20 anos de experiência em recursos humanos. Já publicou mais de 100 artigos e escreveu 15 livros sobre o assunto. Falou e ensinou sobre RH para aproximadamente 200 clientes e empresas de todos os segmentos. É considerado um dos maiores especialistas da área no meio acadêmico, além de guru número 1 dos executivos que lidam com gestão de pessoas no mundo. Esse é o americano Dave Ulrich, professor de negócios da Universidade de Michigan e sócio do Grupo RBL, consultoria que ajuda líderes a entregar mais resultados para suas empresas. Ulrich tem programada uma visita ao Brasil em junho para debater sobre o atual papel do executivo de recursos humanos e como ele deve definitivamente entender de negócios. “Os profissionais de RH insistem que seus maiores desafios são treinar a liderança e atrair pessoas”, disse Ulrich durante esta entrevista. “E eu insisto que seus desafios deveriam ser os da empresa, e não os da área, ou seja, fazer dinheiro, servir bem os clientes e aumentar o preço das ações.” Foi tratando sobre desafios como esses, angústia e deveres do RH, que Ulrich respondeu às perguntas da VOCÊ RH, de seu escritório, em Michigan, nos Estados Unidos. Veja a seguir.

Eu tive a oportunidade de entrevistá-lo há cinco anos para uma reportagem sobre RH estratégico. De lá para cá, o mundo corporativo mudou um pouco. Velhos desafios se tornaram maiores, como a guerra de talentos, a globalização e o avanço da tecnologia. Em sua opinião, o que realmente se modificou no papel do executivo de recursos humanos nesse curto período?

Não houve apenas uma mudança, e não somente em cinco anos, mas há tendências que tornam o tema RH ainda mais significativo para o sucesso do negócio:
• A tecnologia tornou o mundo menor e mais conectado. E agora a base não é somente da informação, mas da conexão.
• Tem se falado de globalização há anos e atualmente ela é realidade em todos os segmentos. O mundo está mudando em ritmos distintos. Há um crescimento enorme na China, na Índia, no Brasil e na Rússia, e recessão ou declínio em outras partes.
• Os mercados financeiros estão obrigando à eficiência e aumentando o foco em ativos intangíveis.
• O tratamento do funcionário passou a ser individualizado.
Tudo isso contribui com as mudanças. Organizações que se adaptarem rapidamente irão vencer. As que não se ajustarem vão ficar de fora do jogo. E as empresas mais propensas às mudanças fazem isso justamente por meio de práticas e sistemas excepcionais de recursos humanos.

Nesse cenário, há competências de RH que não são mais necessárias? E quais são as novas competências?
Acabamos de concluir uma pesquisa com 10 000 pessoas no mundo todo sobre as competências necessárias para um profissional de RH ser eficiente. A primeira característica é ser alguém engajado, que inspire credibilidade. No passado, nós queríamos profissionais de RH que fossem confiáveis, mas agora isso não é suficiente. Com as mudanças nos negócios, esse executivo também precisa ser proativo e entender como pode contribuir para o sucesso do negócio. Além disso, precisa ser um organizador da mudança e da cultura da empresa e um arquiteto da estratégia. Isso permite que ele faça as coisas acontecerem e entregue bons resultados financeiros.

Hoje, qual é o papel do executivo de recursos humanos nas organizações?
Nós encontramos quatro atitudes que o executivo de RH deve apresentar:
Coaching – ajudar líderes a melhorar seu comportamento e seus resultados.
Arquitetar – preparar projetos para a mudança da organização.
Facilitar – gerenciar o processo para que as coisas aconteçam.
Planejar e entregar – implementar práticas de RH que efetuem a estratégia.

Há algo que esse profissional deveria saber e ainda não sabe?
Infelizmente – ainda – é entender do negócio. Em 20 anos de pesquisas com o pessoal de RH percebemos que seu conhecimento médio do negócio não aumentou de forma significativa. Isso é bastante desestimulante, porque temos defendido essa tecla há muito tempo.

O que significa entender do negócio de uma forma prática?
Significa basicamente entender de finanças, de marketing e de tecnologia. Conhecer como essas áreas impactam o negócio principal da empresa.

Falando em visão de negócio, o RH parece ter dificuldade de entender como os seus próprios resultados impactam no resultado total da empresa. Por que isso acontece e como sair desse patamar?
O horizonte entre o que os profissionais de RH sabem e fazem e os resultados do negócio está ficando mais claro. Organizações que tratam bem as pessoas e constroem fortes habilidades conseguem atrair talentos, atender bem os consumidores, aumentar o valor das ações e construir responsabilidade social. O executivo de RH precisa entender que, se ele mantiver o foco nas necessidades do cliente, do investidor e da comunidade, vai ter mais sucesso do que aquele que mantém o foco apenas nas práticas de RH. Eu geralmente começo minhas palestras com uma pergunta para esses executivos: “Hoje, qual o seu maior desafio no trabalho?”. Muito freqüentemente, a resposta tem a ver com práticas de RH [recrutar melhor, criar programas de liderança e de remuneração etc.]. Eu insisto que os desafios do RH devem ser os desafios da empresa, ou seja, fazer dinheiro, servir bem os consumidores, aumentar o preço das ações. Quando o profissional de recursos humanos começar a pensar sobre os desafios do todo, ele vai conseguir fazer uma conexão melhor entre seu trabalho de curto prazo e os objetivos de longo prazo da empresa.

Durante 20 anos falando com e sobre RH, quais são as principais dúvidas e angústias que o senhor percebe nesses executivos? O senhor acha que vai ouvir as mesmas preocupações em sua palestra no Brasil?
Como um bom funcionário, o profissional de RH quer fazer um trabalho que ajude a empresa a obter sucesso. Às vezes, ele só vai conseguir isso saindo da sua zona de conforto e fazendo coisas que ele não fazia antes. Isso causa preocupação e angústia. Eu continuarei a sustentar que, embora seja difícil no começo, esse profissional tem, sim, de se transformar num ativista e tomar posições na empresa, para ajudar no sucesso do negócio. Tenho esperança que, a cada dia, teremos mais e mais pessoas assumindo esse desafio.

É comum no Brasil executivos de recursos humanos não se sentirem confortáveis com as políticas importadas da matriz e a conseqüente falta de poder local que esse modelo gera. Como eles podem “tomar posições” e impactar os negócios nessa condição?
Ser proativo significa assumir uma posição. Mas essa posição precisa ser lastreada por subsídios. Se um executivo estrangeiro sustenta que o RH brasileiro faz algo que não contribui para o negócio, o brasileiro deveria enfrentar essa determinação – não batendo o pé –, mas mostrando os tais subsídios e provando que a visão do estrangeiro está equivocada.

No Brasil percebe-se que muitos jovens não desejam ir para a área de recursos humanos, preferindo migrar para outros setores da empresa. Isso causa um problema de sucessão no RH. Como tornar a área mais atrativa?
Todas as áreas têm dificuldade em atrair os melhores talentos. Isso não é diferente no RH. O que está acontecendo nesse setor é que muitos profissionais estão sendo atraídos não apenas por gostar de pessoas, mas também por entender a conexão entre pessoas e performance da organização. À medida que isso se torna uma prática e a área seja mais valorizada, o salário será aumentado e, conseqüentemente, mais pessoas se sentirão interessadas e motivadas em vir para o RH.

Sucessão se transformou num grande problema para as companhias, tornando-se um dos maiores desafios do RH atualmente. Como garantir pessoas boas e preparadas para assumir posições estratégicas na empresa como um todo?
A sucessão da liderança começa quando se tem claramente um processo para definir as habilidades que os futuros líderes devem ter. Os profissionais de RH podem facilitar esse processo, apontando e discutindo quais conhecimentos e habilidades serão necessários para o futuro. Dessas discussões surgirá o que chamamos de “declaração do estilo de liderança” [veja o livro Leadership Brand, de Dave Ulrich e Norm Smallwood – em tradução livre: Estilo de Liderança]. Essa declaração aponta quais serão as competências e habilidades necessárias no futuro. Ou seja, o RH pode ajudar os líderes a identificar quais indivíduos em suas equipes têm essas habilidades e desenvolvê- los com tarefas e treinamento inovadores para que cresçam em seus trabalhos.

Na sua opinião, além de sucessão qual é o maior desafio do RH hoje?
Sucessão, em primeiro lugar. Depois, fazer as mudanças acontecerem de fato, mudar a cultura, diagnosticar e construir as habilidades da organização e desenvolver talentos por meio da empresa.

O senhor poderia citar algumas companhias que têm RHs influenciadores de seus negócios? Ou seja, que fazem “as coisas acontecerem?”
As companhias top em RH são conhecidas porque aplicam tudo isso que falamos. Isso inclui (mas não se limita) as seguintes empresas: General Electric, IBM, Procter & Gamble, Nokia, Unilever, McKinsey, Medtronic, Icici, Tata, Royal Bank of Scotland, Wal Mart e British Telecom.

Para concluir, o que o senhor espera do profissional de RH? Teremos boas histórias para contar no futuro?
Eu prevejo o RH exercendo impacto e entregando resultados para o negócio. Eles vão contar mais histórias a respeito de como o investimento em RH leva a uma melhor performance do negócio.




sábado, 21 de junho de 2008

quarta-feira, 11 de junho de 2008

O poema da ética...

Quebra de Paradigma!!

“No ambiente de negócios da atualidade, cada vez mais, as mudanças exigem quebra de paradigmas que implicam em verdadeira revolução na cultura das organizações. Esta revolução reordena prioridades, redireciona valores, muda conceito de certo e errado, apresenta novos focos de interesse, e indica maneiras diferentes de reagir quando metas não são alcançadas.”