sábado, 3 de setembro de 2005

Mudanças estruturais na gestão de RH

Pode-se considerar o surgimento da área de Humanas na década de 1940, durante a gestão presidencial de Getulio Vargas com a criação do Ministério do Trabalho, que por sua vez, elaborou a Consolidação das Leis do Trabalho – CLT.
Nessa ocasião, para a manutenção e controle da CLT, os empresários necessitavam de profissionais com uma postura disciplinar – advogado ou contador-, para executar a legislação, sendo criada assim, as Sessões de Pessoal, que tinham por atribuição: admitir, demitir, promover, transferir, punir e remunerar os funcionários. As Sessões de Pessoal não tinham nenhuma participação nas decisões ou envolvimento nos resultados das empresas.
Na década de 1960, as empresas estrangeiras (principalmente as montadoras de carros) começaram a investir no Brasil (na região do ABCD em São Paulo), em decorrência de uma gestão empreendedora e de credibilidade do então Presidente Juscelino Kubitschek. Instalaram–se a Ford, GM, VW, entre outras. Ocasião em que a necessidade de mão de obra era intensa, devido à falta de tecnologia e informações.
As "Seções de Pessoal" perceberam a necessidade de capacitação, treinamento e desenvolvimento da mão de obra, seleção apurada dos candidatos, criação de métodos de avaliação de desempenho, entre outras ferramentas de gestão. Em conseqüência, na década de 1970, as "Seções de Pessoal" passaram por uma atuação mais intensa, profissionalizante e abrangente, transformando-se em "Gerência de Relações Industriais" – GRI – envolvendo-se aos poucos com as diretrizes da organização.
Na década de 1980, os modelos japoneses invadiram nossos ambientes de trabalho por meio dos Comitês de Qualidade, “Just in Time”, entre outros. As Gerências de Relações Industriais foram mais exigidas com relação à atuação, competência, qualidade e produtividade de desempenho dos empregados.
Com a globalização, tecnologia, informação, nos anos de 1990, o modelo de Relações Industriais, ainda restritivo, desatualizou-se, dando início a um novo conceito de atuação: a Gestão de Recursos Humanos/Pessoas onde o foco é a capacitação do funcionário, voltado aos resultados da empresa.
Nesse novo modelo de gestão, todos os integrantes das equipes de trabalho são conscientes e responsáveis pelos resultados da empresa. Os Gerentes de Área acumulam também a função de Gestores de RH, compartilhando das decisões da empresa, juntamente com a Gestão de RH Estratégico, que por sua vez, elabora as políticas macro e estratégicas com a Direção Geral da organização.
Por fim, conclui-se que o RH da empresa é compartilhado pelos Gerentes de Área juntamente com o RH Estratégico da organização, necessitando portanto, de uma grande interação e conscientização entre as partes envolvidas quanto às metas e resultados da empresa.
Prof. Maria Rita Metran Fatuch Drabavicius

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