“Pelo jeito como ele respondeu, percebi que a vaga é minha. Acho que estou empregado. Minha intuição me diz”. De repente, lá vem a decepção: outro conquistou a vaga. A existência da decepção é a prova de que a intuição é vulnerável, não é uma forma conhecimento em que se pode confiar. Pela intuição a pessoa acha que nada vai dar errado, mas, de repente, lá vem o erro e o sofrimento que traz. Por outro lado, é importante desenvolver a intuição porque ela traz efetivamente uma forma de conhecimento, não conscientemente verbalizado ou racionalmente percebido.
O que fazer?
· Desenvolva a intuição, mas nunca se fie nela. Pesquise e teste tudo antes de decidir.
· Procure afastar os pré-julgamentos trazidos pela intuição – e olhe tudo com a neutralidade.
· Quando tiver de decidir no escuro procure apurar a intuição e aposte nela, mas procure sempre deixar salvaguardas para caso as coisas saiam errado.
· Não abra mão de outras possibilidades já testadas e aprovadas por conta de uma possibilidade anunciada exclusivamente pela intuição.
E principalmente não confunda intuição com esperança, ilusão, sonho. Nada contra sonhar e ter esperanças, mas sem apostas certas, para não se decepcionar.
José Antônio Rosa
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